CPI da Câmara ouve vereador Tenente Gênova, acusado de ‘furar a fila’ da vacina

Na tarde desta quarta-feira (11), a Comissão Parlamentar de Inquérito instalada na Câmara Municipal para apurar denúncias de ‘fura fila’ na vacinação contra Covid-19 e de supostas irregularidades na aplicação de recursos recebidos pelo município para controlar a pandemia, ouviu o depoimento do vereador e policial militar aposentado Tenente Dionizio de Gênova Júnior.

O parlamentar foi acusado nas redes sociais de ser vacinado antes de sua faixa etária no Batalhão da Polícia Militar de Assis, onde deveriam ser imunizados apenas os agentes de segurança pública.

Ouvido pelo radialista Reinaldo Nunes, em sua live ‘Português livre pra falar’, na noite desta quarta-feira, o presidente da CPI, vereador Fernando Sirchia, do PDT, disse que, em seu depoimento, Gênova alegou ter “recebido instruções superiores” para se dirigir ao Batalhão e receber a vacina, mas admitiu que, diante da repercussão negativa sobre o caso, “jamais repetiria o ato”.

Fernando Sirchia disse ainda que um major, ‘superior hierárquico’ de Gênova, também ouvido na CPI, confirmou ter orientado o policial aposentado a se dirigir ao batalhão para ser imunizado.

Por denúncias veiculadas na imprensa e também encaminhadas ao Ministério Público, o comando da Polícia Militar decidiu transferir para outro batalhão da corporação dois oficiais envolvidos no processo de imunização em Assis.

Além das “instruções superiores”, Gênova teria explicado aos membros da CPI que ocupa o cargo de diretor-presidente da APAS -Associação Policial de Assistência à Saúde- e que, nessa condição, realiza constantemente visitas as residências de familiares de policiais militares, principalmente aqueles que enfrentam problemas de saúde e são mais vulneráveis ao risco de contaminação do novo coronavírus.

Outra informação que pode servir como atenuante ao vereador Tenente Gênova é o fato de a portaria estabelecendo regras de utilização da sobra da vacina -chamada xepa- ter sido divulgada somente após ele ter sido imunizado.

Sirchia preferiu não emitir opinião a respeito da conduta do colega vereador. “Prefiro aguardar a manifestação do relator da CPI, vereador Ramão”. Luis Antônio Ramão é delegado de polícia aposentado.

Quando foram publicadas as acusações nas redes sociais, o JSOL – Jornal da Segunda On Line- encaminhou mensagem ao vereador Tenente Gênova solicitando sua manifestação a respeito dos fatos, mas, até o momento, não houve retorno.

*JSOL

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