Vereador (no destaque) gravou vídeo onde mostra cabana feita para guardas se protegerem do sol e chuva (Foto: Reprodução)

O vereador Fernando Sirchia, do PDT, em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira, dia 14 de março, acusou a Prefeitura de Assis de estar ferindo os princípios dos Direitos Humanos ao escalar um servidor para realizar o trabalho de vigia na avenida Integração, onde foram furtadas algumas mudas de palmeiras plantadas no canteiro central, “sem oferecer condições de higiene e dignidade humana”.

Na semana passada, no dia seguinte ao plantio das palmeiras e da gravação de um vídeo divulgado pelo prefeito José Aparecido Fernandes, do PDT, onde ele comemorou a arborização da via, algumas espécies foram furtadas.

Com ajuda das imagens do sistema de monitoramento, a Prefeitura acionou a polícia, que conseguiu prender um jovem de 19 anos, acusado pelo crime. Ele foi flagrado nas imagens, junto com outro rapaz em uma motocicleta, carregando duas mudas de palmeiras na avenida da Integração.

Para evitar novos furtos, a Prefeitura decidiu escalar vigias para ficarem protegendo as palmeiras plantadas na avenida Integração.

“Aí que a situação começa a ficar tenebrosa”, comentou Fernando Sirchia.

Sem local para se abrigar da chuva e do sol, um vigia teria improvisado uma cabana para se proteger. No entanto, não há nenhum sanitário nas imediações para o trabalhador fazer sua higiene pessoal e nem mesmo local apropriado para suas refeições.

No sábado, a Prefeitura deixou um veículo estacionado na via pública para que o vigia pudesse se proteger das intempéries.

No mesmo dia, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais, Paulo César Tito, acompanhado de dois advogados da entidade, esteve no local para verificar a situação e lamentou. “Isso é um absurdo. Tomaremos as medidas legais para impedir que isso continue”, prometeu.

No vídeo divulgado nas redes sociais, o vereador Fernando Sirchia mostra a imagem da cabana usada pelo vigilantes como ‘guarita’ para se proteger da chuva e sol, improvisada com lonas, plástico e pedaços de madeira, e afirma que a situação “é análoga ao trabalho escravo e fere os Direitos Humanos”.

Sirchia prometeu “fazer o possível para punir o responsável por essa situação de trabalho degradante, que não pode se repetir”, finalizou.

*JSol

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