No calor que atinge a região, piscina pública está com a água esverdeada e imprópria para o banho (Foto: Reprodução TV Tem)
No calor que atinge a região, piscina pública está com a água esverdeada e imprópria para o banho (Foto: Reprodução TV Tem)

A queda na arrecadação de impostos pelo governo federal gerou problemas em várias cidades da região Centro-Oeste Paulista. Em Echaporã, obra parada, cortes no lazer e na saúde para que o prefeito não infrinja a lei de responsabilidade fiscal.

A sensação de abandono por parte de algumas pessoas também e sentida em uma rua. A faixa avisa que ela será asfaltada. As pedras de paralelepípedos foram retiradas há dois meses. O fim do ano se aproxima e até agora nem sinal do asfalto. Para José Vitor de Almeida, a situação está pior do que já era. “A gente se sente magoado porque nunca peguei essa lama na frente da casa. Quando chove o carro passa e voa lama até na porta da casa da gente”, lamentou o aposentado.

Outro sinal de que as coisas não vão bem na cidade é a piscina pública. Há um mês ela está suja e sem manutenção. Com o forte calor desta época ninguém pode desfrutar do local. O prédio onde funcionaria o centro de informações ao turista também nem de longe parece ser algo para se apresentar para quem visita a cidade. Abandonado, ele se transformou em um depósito de coisas velhas. A placa anuncia que a reforma teria se encerrado em outubro, mas ela nem começou.

Segundo o prefeito de Echaporã, Osvaldo Bedusque, o município sofreu quedas na arrecadação nos últimos meses e que ele foi obrigado a fazer alguns cortes nas despesas para não entregar a prefeitura com dívidas para a próxima gestão. “Ter uma piscina nesse calor, por exemplo, é ótimo. Mas daí tem que tirar dinheiro de outro lugar”, explicou o chefe do Executivo.

A cuidadora de idosas Benedita Xavier dos Santos já não sabe o que fazer. A mãe dela sofre de mal de Alzheimer e tem problemas no pulmão e coração. Ela faz tratamento contínuo com vários remédios, mas depois das eleições, há dois meses, os remédios que eram fornecidos pela prefeitura foram cortados. Sem dinheiro para comprá-los, a família teve que procurar a Justiça. “Depois da eleição cortaram tudo. Não tem remédio e a gente não tem dinheiro para comprar. O único caminho foi ir para Justiça ver se o juiz autoriza esses remédios para gente”, cotou Benedita.

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