Alunos de escola atingida pela chuva ficarão sem aulas em Quatá

Recuperação dos danos deve demorar pelo menos uma semana.

Água da chuva infiltrou e atingiu fiação elétrica
(Foto: reprodução/TV Tem)

Cerca de 370 estudantes de Quatá (SP) vão ficar pelo menos uma semana sem aula por conta de problemas estruturais na Escola Municipal Ângela Pellini Garcia. A chuva da madrugada desta terça-feira (2) inundou salas de aula e a prefeitura teme pela segurança dos alunos, que só voltarão às atividades depois que o local passar por reforma.

A escola chegou a ser esvaziada na manhã de hoje. A diretoria da escola retirou as crianças e as levou para casa. A água também fez estragos na sala dos professores, onde faíscas e fumaça saíram de um dos ventiladores de teto. Inspetoras do colégio disseram que vazou água até pela instalação das câmeras de segurança.

“Nós conversamos com os técnicos da segurança e decidimos que melhor retirar as crianças. Entrou água na fiação e começou a sair fumaça. Não teve fogo, mas, achamos melhor prevenir”, explicou a secretária de Educação, Alexandra Paula Martins.

Assustadas com o retorno fora de hora dos filhos, algumas mães procuraram a escola. Os alunos da tarde foram avisados que não teriam aula. A suspensão foi necessária para que os funcionários da prefeitura verificassem eventuais danos no telhado e na calha. Desde que foi inaugurado em 2009, o prédio tem apresentado problemas toda vez que chove forte. O município já ganhou um processo contra a construtora responsável, que, segundo a Justiça, se omitiu desde o início da obra em arrumar as falhas.

“A antiga gestão entrou na Justiça porque a empresa não queria arcar com a reforma das falhas estruturais. Ganharam uma ação de quase R$ 100 mil”, destaca a prefeita de Quatá, Luciana Alves Casaca.

A sentença da Justiça condenou a construtora a pagar R$ 89 mil mais juros e correção à Prefeitura. Segundo o juiz, a empresa tinha responsabilidade no contrato de fazer os reparos até 5 anos apos a entrega. Como não fez, a prefeitura contratou outra empresa para fazer e por isso pediu o ressarcimento do dinheiro a construtora. A decisão ainda cabe recurso.

Salas de aulas ficaram cheias de água após a chuva (Foto: reprodução/TV Tem)

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