Macacos-prego ‘furtam’ objetos de moradores de Palmital

Eles invadem residências atrás de comida e também causam prejuízos.

Macacos estão causando ‘terror’ em Palmital (Foto: Reprodução TV TEM)

Moradores do bairro Afonso Negrão, em Palmital, vivem uma situação de furtos que eles não têm como evitar, já que os “ladrões” são macacos-prego que circulam pela praça do local. O caso chegou ao Ministério Público. A prefeitura também conta com a ajuda de pesquisadores para atrair os animais para o Horto Florestal.

Os macacos descem das árvores e invadem as casas à procura de comida. “É muito complicado para quem mora aqui. Eles descem das árvores por cima dos galhos, descem no quintal. Coloquei uma grade de proteção, mas eles passam por cima. Se eu deixo ovo  fora, banana, o que for, eles comem tudo e destroem tudo que a gente tiver”, conta a pensionista Osmaria de Campos Souza.

Ela deixou uma caixa de ovos em cima da mesa da cozinha e quando voltou não havia mais nenhum. “Quando voltei os ovos estavam tudo com os macacos em cima das árvores, no telhado. Não tinha mais ovo nenhum”, completa.

Pode parecer engraçado, mas na casa da cabeleireira Marilda Silveria, o prejuízo foi grande. Os macacos arrancaram quase todas as telhas. “Foi metade da minha casa. Eles jogavam telhas para a casa do vizinho e quebraram a dele também. Há duas semanas eles voltaram a quebrar de novo”, lembrou.

Os macacos-prego vivem no Horto Florestal que fica no meio da cidade. Além deles há muitos quatis que também invadem as casas. A reclamação dos moradores chegou até o Ministério Público, que pediu alguma providência para a prefeitura.

Como não é possível retirar os animais do habitat natural, a administração pública contratou um grupo de pesquisadores da Unesp para encontrar uma solução. Segundo o projeto dos veterinários da Unesp, a ideia é atrair os animais para um outro local. Depois que eles se acostumarem, uma jaula será construída para capturá-los.

Os veterinários querem monitorar e saber qual e o número de quatis e macacos-prego no horto. Em seguida, os machos serão castrados para que a população dos animais seja controlada.

Para isso, o diretor de meio ambiente de Palmital conta com a colaboração das pessoas. “A gente pede para não alimentar estes animais porque o alimento está sendo dado pelo horto. A gente tem alimentação própria, que é feita aqui e dada num lugar específico. Então, a gente pede para não alimentar até porque é perigoso para própria população”, alertou o Sebastião Clodoaldo.

A veterinária do município disse que alimentar animais silvestres é perigoso. “O risco é mais físico mesmo. O animal pode acabar mordendo ou arranhando. E também pode ser transmitido algum tipo de vírus pela secreção ou pela saliva. Alguma coisa assim e mesmo uma infecção de pele”, afirmou Janaina Maria Furlan.

Animais invadem casas em bairro da cidade (Foto: Reprodução TV TEM)

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