Menina de 5 anos é diagnosticada com leishmaniose em Tupã

Segundo a vigilância, este é o terceiro caso em humanos neste ano. Criança está em tratamento em Marília e passa bem.

Mosquito-palha transmissor da doença (Foto: Reprodução / Internet)

Uma menina de cinco anos, moradora de Tupã (SP), está internada no Hospital Materno Infantil, em Marília (SP), para tratamento contra a leishmaniose. De acordo com informações da vigilância epidemiológica de Tupã, este é o terceiro caso confirmado de da doença em humanos na cidade esse ano.

Ainda segundo a vigilância, a menina mora no Jardim Aritana há três meses, mas há suspeita de que tenha contraído a doença no Parque Ibirapuera, bairro onde morava anteriormente. O caso foi confirmado na semana passada e a criança passa bem.

Sobre a doença
A leishmaniose visceral é uma doença transmitida pelo mosquito-palha ou birigui (Lutzomyia longipalpis) que, ao picar, introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi.

A doença não é contagiosa e não se transmite diretamente de uma pessoa para outra, de um animal para outro, nem dos animais para as pessoas. A transmissão do parasita ocorre apenas através da picada do mosquito fêmea infectado.

Para evitar a proliferação do mosquito o Departamento de Saúde Coletiva recomenda os seguintes cuidados:

– Eliminação diária das fezes acumuladas dos animais;
– Recolhimento de matéria orgânica em decomposição no solo;
– Evitar árvores frutíferas de grandes copas, que proporcionem sombra constante e que mantendo a umidade do solo o que facilita a decomposição da matéria orgânica depositada sob as mesmas, ou seja, manter as árvores devidamente podadas.

A Vigilância alerta também que é proibida a criação de animais tais como porcos e galinhas em área urbana, principalmente pela preferência do mosquito palha pelo locais. Na área urbana, os cães são os principais animais hospedeiros e os sintomas no animal são bastante variáveis, sendo comum o aparecimento de lesões de pele acompanhadas de descamações e, eventualmente, úlceras, perda de peso, lesões oculares, atrofia muscular, e em alguns casos, o crescimento exagerado das unhas. Em um estágio mais avançado há o comprometimento do fígado, baço e rins, podendo levar o animal à morte. É, por lei, proibido tratar o animal, sendo obrigatória a eutanásia.

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