Corpo de mulher é encontrado dentro de saco plástico em Marília

Segundo a polícia, o corpo teria sido abandonado no local há mais de uma semana. O titular da DIG destaca que é cedo para fazer qualquer afirmação.

O corpo de uma mulher aparentando 40 anos em avançado estado de decomposição foi  encontrado ontem dentro de um saco plástico às margens da SP-294, próximo ao Posto Ecológico, no Distrito Industrial, zona norte de Marília. A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) analisa vários casos de desaparecimento na tentativa de chegar à identificação da vítima. A localização do corpo trás à tona a prática de mais um homicídio.

INVESTIGAÇÃO – A DIG analisa vários casos de desaparecimento na tentativa de chegar à identificação da vítima (Foto: Ricardo Prado)

Na manhã de ontem, através de denúncia anônima, voluntários do SICOE (Sistema Integrado de Operações de Emergência), foram informados sobre a presença do corpo envolvido em saco plástico e abandonado às margens da rodovia.

Em posse das informações, a equipe especializada em buscas esteve no local e localizou o cadáver. Imediatamente, as polícias Civil e Rodoviária se deslocaram até o local e deram início às investigações. Às margens da rodovia, os profissionais do SICOE, Polícia Rodoviária e DIG, mantiveram contato com o vendedor João Ferreira Silva, 63, que comercializa frutas nas proximidades. De acordo com ele, há cerca de uma semana, o saco foi abandonado à beira da estrada.

O vendedor acreditava se tratar de algum animal morto que passou a exalar um forte odor. Silva revela que caminhoneiros atearam fogo no saco plástico que, derretido, revelou a existência de um corpo humano, provavelmente, uma mulher. A Polícia apurou que o próprio vendedor é que teria incendiado o saco plástico sem saber o que havia dentro.

O corpo foi encaminhado ao IML de Marília. O titular da DIG, delegado Aéliton Roberto de Souza, destaca que é cedo para fazer qualquer afirmação. A especializada trabalha com a suspeita de uma pessoa desaparecida que não teve o nome revelado à imprensa. Segundo ele, vários métodos poderão ser usados na tentativa de identificar a vítima, desde DNA até a checagem da arcada dentária.

Desaparecida
A polícia suspeita que o corpo encontrado pertença à operária Laura Miguelina Duran, 39, moradora em Júlio Mesquita, desaparecida há cerca de 3 semanas. No último dia 17 de fevereiro, o marido Cícero Vicente Neves, 47, residente na Fazenda Estância Ernestina, Júlio Mesquita, deixou Laura às margens da rodovia, em frente a uma indústria de fiação de seda, Santa Antonieta, zona norte.

A mulher iria até a casa de sua irmã no Parque das Nações situado próximo à SP-294. Laura só iria entrar às 14h00 no serviço, numa outra fábrica, mas veio mais cedo para Marília porque iria aproveitar a carona do companheiro. A partir de então, Laura desapareceu. A família passou a procurar em diversos locais. As buscas passaram a contar com apoio do SICOE, no entanto, Laura não foi localizada.

Cícero foi ontem ao local onde encontraram o corpo, mas não conseguiu identificar a vítima. “Não dá para saber se é minha mulher ou não. Rezo para que encontrem ela com vida”, declarou.

MARIDO – Cícero está com a mulher Laura desaparecida desde 17 de fevereiro. Ele foi ao local mas não reconheceu o corpo (Foto: Ricardo Prado)

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