Vândalos depredam, picham e furtam cemitérios de Tupã

Locais têm muros baixos que facilitam entrada de criminosos.
Prefeitura disse que cidade tem outras prioridades.

Vidros de túmulos também são quebrados (Foto: Reprodução/TV TEM)

Os dois cemitérios de Tupã viraram alvos de vândalos. Pichação, depredação e furto de túmulos estão sendo registrados com frequência. As peças em bronze têm valor no mercado e são levadas sem nenhum tipo de constrangimento. Até as tampas de algumas sepulturas estão sendo arrancadas. A prefeitura disse que o  problema é da polícia.

No cemitério São Pedro, no centro da cidade, os vândalos aproveitam o muro baixo e entram no local durante a noite para pichar os túmulos, além de vidros quebrados a pedradas. O pai e o irmão de Maria Conceição Sérgio estão enterrados no cemitério. Nos últimos dias, um vaso de bronze que estava em cima do túmulo foi furtado.

A aposentada comprou outro mais simples, no entanto, ficou revoltada com a ação. Os criminosos furtam também argolas de bronze dos túmulos e até crucifixos presos aos mármores. “Levaram o vaso de bronze e as flores. E o que não levaram deixaram tudo esparramado. É muito triste e infelizmente isso é normal e ninguém toma providência”, avisou.

Tampas de túmulos são arrombadas
(Foto: Reprodução/TV TEM)

O aposentado Kaoro Hisano visita quase todas as semanas o túmulo da família. O local também foi alvo de vandalismo por várias vezes. “Hoje a turma faz só de alumínio porque de bronze eles carregam mesmo. Não adianta nem colocar outro. Se colocar voltam a levar”.

Em outro cemitério da cidade a cena se repete. A situação de vandalismo chegou ao extremo, já que até tampas de alguns túmulos foram arrancadas. O secretário de Obras e Infraestrutura da cidade disse que o custo para manter a segurança dos dois cemitérios ou aumentar a altura dos muros é alto.

Pichações também são praticadas por vândalos
(Foto: Reprodução/TV TEM)

“Já temos no momento o problema de comprar um terreno para um novo cemitério. As vagas dos cemitérios de Tupã já estão se esgotando. Portanto, a prefeitura não tem como resolver o problema por questões de falta de recursos. Não há como priorizar isso entre tantas outras necessidades dentro do município de interesse público. Essa certamente não é a prioritária. Furto, depredação e pichação é problema de polícia”, admitiu o secretário, Danilo Aguilar.

Já o delegado Paulo Soares contou que a Polícia Civil monitora esse tipo de crime e que alguns vândalos já foram identificados. “A partir do momento que a polícia é comunicada é elaborado um boletim de ocorrência e esse boletim se transforma em investigação. A partir do momento que o indivíduo é identificado, o procedimento é encaminhado ao poder judiciário. Foram identificados alguns indivíduos que foram recolhidos ao cárcere e geralmente são usuários de drogas que buscam um rendimento fácil para comprar drogas”, afirmou.

Muro baixo facitita entrada de vândalos nos cemitérios (Foto: Reprodução/TV TEM)

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