Reservatório de Salto Grande é rebaixado para controle de plantas aquáticas

Ação é realizada anualmente pela Duke Energy, em parceria com a prefeitura, para melhorar as condições de lazer e navegação.

USINA BAIXA RESERVATÓRIO PARA CONTROLE DE PLANTAS AQUÁTICAS (Foto: Divulgação)

Em Salto Grande, a Duke Energy está rebaixando o nível das águas do reservatório da usina hidrelétrica que opera na cidade, para controlar o excesso de plantas aquáticas, como ocorre anualmente. Iniciado no dia 28 de setembro, o trabalho prosseguirá até 11 de outubro. Nesse período, a redução do nível da água em cerca de dois metros expõe as plantas presentes nas bordas, possibilitando a remoção pela prefeitura e comunidade, em um mutirão de limpeza. Como nos anos anteriores, a medida deve melhorar as condições para o desenvolvimento de atividades de lazer e navegação na orla urbana e nas proximidades dos ranchos de pesca.

“A retirada das plantas aquáticas possibilita uma melhoria nos usos múltiplos do reservatório, como por exemplo, balneabilidade, navegabilidade, turismo, piscicultura em tanques redes e até mesmo questões sanitárias”, explica o biólogo Rogério Marchetto, gerente-adjunto de Meio Ambiente da Duke Energy.

O procedimento é feito anualmente devido à superpopulação e infestação do reservatório Salto Grande por essas plantas. A iniciativa ainda inibe a proliferação de insetos e moluscos, normalmente associados a doenças de vinculação hídrica.

Todo o trabalho é feito mediante a permissão do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que emite a licença para realização do procedimento. Da mesma forma, a ação tem a anuência da Marinha do Brasil e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

COOPERAÇÃO
Além da empresa e da prefeitura, a operação conta também com o apoio da comunidade. “A participação das pessoas é fundamental na limpeza das margens, já que elas levam as algas até um local onde pode ser feita a coleta por caminhões da prefeitura, de maneira que as plantas não sejam devolvidas ao reservatório”, acrescenta o biólogo Norberto Vianna, coordenador de Meio Ambiente da Duke Energy.

Para conscientizar sobre a importância desse envolvimento, são realizadas ações de esclarecimento aos moradores e proprietários de ranchos, através de distribuição de folhetos, faixas, cartazes e mensagens em carro de som. A população pode fazer a remoção das plantas e ainda do lixo, deixando o material em frente às propriedades. A prefeitura passará recolhendo entre os dias 6 e 10 de outubro. “A ação é mais proveitosa e eficaz quando há envolvimento de toda a comunidade”, enfatiza o biólogo.

PLANTAS AQUÁTICAS
O aparecimento (e aumento) de plantas aquáticas é decorrente de fatores comuns neste trecho do rio Paranapanema: calor, farta luminosidade e, principalmente, a existência de nutrientes. Vale ressaltar que o rio Paranapanema é, de maneira geral, um rio de águas limpas, e que tal fenômeno não ocorre de maneira parecida em outros trechos. “Sendo assim, além da ação realizada pela Duke Energy para controlar as algas, é indispensável que a população não despeje dejetos diretamente nos cursos d”água. O mesmo vale para efluentes domésticos e industriais”, finaliza Vianna.

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