Doses de vacina contra gripe acabam em apenas 4h em Marília

Prefeitura espera receber novo lote de vacinas do Estado na próxima segunda. População reclama.

As vacinas entregues hoje acabaram rapidamente nos postos de saúde (Foto: visaonoticias.com)
As vacinas entregues hoje acabaram rapidamente nos postos de saúde (Foto: visaonoticias.com)

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Marília confirmou há pouco que a quantidade de doses de vacinas contra a gripe, encaminhadas pela Secretaria Estadual da Saúde, não duraram nem quatro horas na cidade. Até ao meio dia, 90% já haviam sido aplicadas. Muitos moradores reclamaram. A expectativa é de que um novo lote seja enviado à cidade na segunda-feira.

Os postos de vacinação de vários estados de todo o país estão abertos neste sábado (30) para o “Dia D” de vacinação contra a gripe. A mobilização é uma parceria do Ministério da Saúde com as secretarias estaduais e municipais de saúde. A expectativa do governo federal é de  imunizar 49,8 milhões de pessoas até 20 de maio.

Em Marília, o Estado enviou apenas 37% do total previsto, ou seja, 19.700 doses contra uma previsão de 53 mil pessoas a serem vacinadas (público alvo). Os postos abriram às 8h, mas rapidamente as vacinas acabaram devido a grande demanda. A assessoria da Prefeitura acredita que até o dia 20 de maio todas as doses previstas estejam entregues nas unidades de saúde.

PÚBLICO ALVO
Devem tomar a vacina os grupos prioritários, que recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS): pessoas a partir de 60 anos, crianças de seis meses a menores de cinco anos, trabalhadores de saúde, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto) e os funcionários do sistema prisional. As pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis também devem procurar os postos de saúde.

A vacina contra gripe é considerada segura e reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, como internações ou mortes.  Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações, segundo o Ministério da Saúde.

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