Furtos crescem em Borá e tiram sossego da menor cidade do estado de SP

Cidade com pouco mais de 800 habitantes já registrou cinco casos neste ano depois de um 2017 sem nenhum registro deste tipo de crime. Outras cidades pequenas da região abandonaram a tradição de muros baixos e portões abertos.

Algumas das menores cidades do Centro-Oeste Paulista conhecidas pelo sossego e tranquilidade já começam a abandonar hábitos como o de deixar portões abertos e manter muros baixos. Isso porque os casos de furtos e roubos têm registrado aumento significativo neste ano.

Um dos exemplos é o de Borá (SP), o menor município do estado de São Paulo e segundo menor do país, com apenas 836 moradores, segundo dados populacionais divulgados nesta quarta-feira (29) pelo IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A cidade começou a ser alvo de pessoas mal-intencionadas que se aproveitam dos portões sem cadeados e já registra neste ano uma espécie de “explosão” dos casos de furtos a residência.

De acordo com estatísticas policiais, Borá já contabilizou até agora neste ano cinco casos de furtos a residências. Em 2017 inteiro, nenhuma ocorrência do tipo apareceu nos registros policiais.

“Alguém pulou o muro e pegou meu botijão de gás, porque nunca tivemos grades. Agora, tivemos de colocar grades e cadeados pra dificultar a vida dessas pessoas”, diz o aposentado Alcides Alves, que mora há 30 anos na mesma casa em Borá.

Outras cidades

A situação se repete em Lutécia, cidade com pouco menos de 3 mil moradores. Lá, os furtos a residências aumentaram de sete casos em 2017 para 14 ocorrências neste ano.

O motorista Armando Celestino Teixeira diz que perdeu a tranquilidade e que, agora, não consegue mais deixar a casa aberta, como sempre fez.

“Não dá para deixar casa aberta hoje, quintal tem que está murado, tem que trancar bem as casas e fechar portão, senão hoje não dá para sair e ficar mais tranquilo.”

Em Fernão, a cidade mais jovem de São Paulo com pouco menos de 1,7 mil moradores, o número de furtos dobrou: de três em 2017, para seis neste ano.

“Aqui já foi tranquilo, a gente podia dormir de porta aberta, hoje já não podemos confiar muito porque sempre aparece um ou outro querendo se aproveitar”, diz a aposentada Maria do Socorro da Silva Lima.

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