Indústria monta um dos maiores biodigestores da América Latina

Investimento na estrutura em Palmital (SP) foi de R$ 15 milhões.

Eles têm tamanhos e formatos variados, mas cumprem a mesma função: transformar biomassa em biogás. Muitos pequenos produtores já estão fazendo esse investimento. No município de Tupã, Manoel Domingues Cardoso usa os dejetos da criação de 5 mil porcos para produzir gás metano.

O resultado veio no meio ambiente e na conta de energia. Ele gastava cerca de R$ 15 mil por mês. Agora, o custo não passa de 700 reais. A energia é usada em toda a propriedade, como no matadouro, na fábrica de ração e nos implementos agrícolas elétricos.

Grandes empresas também enxergam no biodigestor uma solução para o desafio de lidar com os dejetos do processo industrial. Em Palmital, no Centro-Oeste de SP, entrou em funcionamento um dos maiores biodigestores da América Latina.

A indústria processa quase 180 mil toneladas de milho e 75 mil toneladas de mandioca por ano para produzir amido e adoçantes. Durante o processo, o material sólido é separado do líquido e bactérias digerem matéria orgânica e geram biogás.

Os resíduos sólidos são usados como adubo no plantio de mandioca. A parte líquida vai para a produção de biogás. É energia limpa e sustentável sendo empregada no funcionamento da fábrica.

A empresa investiu R$ 15 milhões no equipamento e na modernização do sistema de tratamento de água. No final de todo o trabalho, até 95% de toda a carga orgânica é retirada da água, que só depois é devolvida ao meio ambiente. O novo sistema tem capacidade para tratar 111 mil litros de água por hora.

Indústria monta um dos maiores biodigestores da América Latina — Foto: Reprodução/TV TEM
Indústria monta um dos maiores biodigestores da América Latina — Foto: Reprodução/TV TEM

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