Uso de capacete adequado reduz em até 40% mortes de motociclistas

É obrigatório o uso de capacete que tenham a certificação do Inmetro. Não usar o capacete ou colocá-lo apenas sobreposto à cabeça, sem estar devidamente encaixado, é infração gravíssima.

O uso capacete é obrigatório por lei para o motociclista e também para a garupa no Brasil. No entanto, não basta apenas colocá-lo na cabeça sem qualquer critério de escolha do equipamento.

Estudos ligados Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam, por exemplo, que o uso adequado do capacete reduz em até 40% o risco de morte e em até 70% as chances do motociclista sobre ferimentos mais graves na cabeça.

O acessório é o item de segurança mais importante para preservar a vida, por isso, seguir uma série de critério no momento da escolha do capacete contribui para deixar a pilotagem mais confortável e, principalmente, mais segura.

O Ministério da Saúde, por sua vez, aponta estudos que indicam que o uso de capacetes pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. “O motociclista tem noção da importância do capacete para a pilotagem. Porém, muitos não se dão conta que usar um capacete velho, mal cuidado e frouxo é quase a mesma coisa que não usar nada para proteger a cabeça. Em um acidente envolvendo moto, um capacete em boas condições e preso de forma correta pode garantir a vida do motociclista”, explica Jorge Baracho, gerente de operações da Entrevias Concessionária de Rodovias.

Escolha certa

Nem sempre o capacete mais caro é sinônimo do melhor produto. Produtos de marcas menos famosas também podem trazer benefícios. Antes de comprar ou trocar é fundamental provar e levar em conta:

  • Selo de qualidade Inmetro. Os institutos garantem ao consumidor que o item passou por diversos testes de impacto, segurança e resistência;
  • Coloque o capacete e vire a cabeça para os dois lados. Cheque se a visibilidade geral, incluindo a visão periférica, está em ordem;
  • Escolha sempre os capacetes que protegem todo o rosto;
  • O tamanho do capacete deve ser proporcional ao tamanho da cabeça do motociclista;
  • Evite os modelos muito justos ou muito folgados na cabeça;
  • Regule a fivela de forma a evitar folga no queixo;
  • Escolha equipamentos com sistema de ventilação. Isso evita que a viseira embace.
  • As cores de um capacete devem ser brilhantes, assim o condutor terá um maior destaque e visibilidade na estrada e para os outros condutores.

Prazo de validade

Muitos fabricantes recomendam que os capacetes sejam substituídos pelo menos a cada três anos. Caso o produto tenha sofrido queda forte ou a espuma interna não esteja mais firme, fazendo com que a peça gire na cabeça do condutor, deve ser substituído imediatamente.

Multa e conscientização

Para a segurança do motociclista, é obrigatório o uso de capacete que tenham a certificação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). “Além disso, o equipamento precisa ter faixas refletivas de segurança nas partes laterais e traseira, além de apresentar bom estado de conservação, sem danos que comprometam a proteção”, alerta o sargento Joel Marcos, da Policia Militar Rodoviária de Marília. Os motociclistas recebem as penalidades de acordo com o tipo de infração cometida, conforme prevê o Código de Trânsito Brasileiro.

A infração é grave para o motociclista que conduzir a moto com capacete sem a certificação do Inmetro, sem as faixas refletivas ou com a estrutura danificada. O valor da multa é de R$ 127,69 e perda de cinco pontos na carteira. Não usar o capacete ou colocá-lo apenas sobreposto à cabeça, sem estar devidamente encaixado, é infração gravíssima. As penalidades previstas são: multa no valor de R$ 191,54, perda de sete pontos na carteira e o motociclista também responderá a processo administrativo.

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