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Cultura

Assis recebe peça “Colegas no Teatro, adaptação do filme Colegas, de Marcelo Galvão

Peça é a primeira dramaturgia brasileira em que os protagonistas são pessoas com Síndrome de Down. Apresentação acontece nesta quinta (08) no Teatro Municipal.

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Colegas no Teatro divulgação (Foto: João Caldas)

Vencedor de vários prêmios no Festival de Gramado, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival de Toronto (Canadá), Colegas, de Marcelo Galvão, cria uma discussão sobre a vida de pessoas com Síndrome de Down e a inclusão, sem ser melodramático, didático ou piegas.

Assis (SP), receberá nesta quinta-feira (08) versão teatral da obra, intitulada Colegas no Teatro, que conta com o patrocínio da Energisa Sul-Sudeste. Essa versão volta a discutir as ideias de normalidade e diferença. Afinal, essas noções não seriam apenas uma questão de ponto de vista?

A trama narra a saga de três amigos cinéfilos, Márcio (João Simões Junior), Stallone (Ian Pereira) e Aninha (Giulia Merigo), que trabalham na videoteca do instituto onde moram. Certo dia, decidem fugir da instituição para tentar realizar seus sonhos, conhecer o mundo e sair do tédio daquele cotidiano em que vivem. Stallone quer ver o mar; Aninha, casar; e Márcio, voar.

Para tal, eles partem em uma divertida jornada. Como se tudo fosse uma brincadeira, os amigos causam várias confusões, reproduzindo as cenas famosas de seus filmes prediletos, e são até perseguidos pela polícia.

O elenco é completado por Daniel Dottori e Adriana Mendonça que se revezam em diferentes papéis, além de Ricardo Côrte Real, que interpreta o jardineiro do Instituto, Arlindo.

A comédia explora de forma poética como a felicidade pode ser encontrada nas coisas simples da vida. Os três protagonistas, originalmente interpretados por Ariel Goldenberg (ganhador do prêmio de melhor ator no Festival de Toronto), Rita Pook e Breno Viola, são vividos respectivamente por: Ian Pereira, Giulia Merigo e João Simões Junior na versão teatral.

Colegas no Teatro divulgação (Foto: João Caldas)

Sobre Leonardo Cortez

Leonardo Cortez é dramaturgo, ator, diretor teatral e roteirista, formado em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP.  No teatro, Cortez foi indicado três vezes ao Prêmio Shell de Melhor Autor, além de indicações na mesma categoria nos Prêmios APCA, Cooperativa Paulista de Teatro e Aplauso Brasil. A peça de sua autoria, “Sala dos Professores”, foi apontada pelo site UOL como a Melhor Dramaturgia de 2016, além de ter sido o texto vencedor no Prêmio Júri Popular no Site Aplauso Brasil. Cortez tem três livros editados: “Trilogia Canalha”, pela Editora Candombá e “Comédias Urbanas” pela Editora Sesi-SP e “Sala dos Professores”, pela Editora Giostri. Seu texto teatral mais recente, “Comédias Ilícitas”, tem estreia prevista para o segundo semestre de 2017.  Na televisão é autor e protagonista da série “Máximo &Confúcio” produzida pela Moonshot Pictures e atualmente exibida na TV Cultura. É integrante do Núcleo Criativo NC-5 da Realejo Filmes, contemplado pela linha do FSA Prodav 03, onde desenvolveu o projeto da série de comédia “Sala dos Professores”.

No teatro, além de dezenas de peças de outros autores, atuou em oito montagens de sua autoria em temporadas em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2003 escreveu e dirigiu “O Crápula Redimido“, recebendo dois prêmios pelo texto original nos Festivais de Florianópolis e Pindamonhangaba e adaptou “O Livro do Adolescente” de Liliana e Michelle Iacocca para o teatro, transformando-o no espetáculo “Da Hora“ que estreou em março de 2004 no Centro Cultural São Paulo. Em novembro de 2003, escreveu e interpretou o monólogo “In Memoriam”, pelo qual recebeu o Prêmio Charles de Melhor Ator no mesmo ano. Escreveu, dirigiu e protagonizou o espetáculo “Escombros”, recebendo o Prêmio de Melhor Diretor, Melhor Espetáculo e indicação como Melhor Ator no Festival Nacional de Teatro de Pindamonhangaba. Seu texto “O Rei dos Urubus” foi selecionado para o projeto “Dramaturgias” do Banco do Brasil, e ficou em cartaz nos meses de fevereiro e março de 2008 no Centro Cultural São Paulo. No final de 2008, lançou, pela Editora Candombá o livro “Trilogia Canalha” com os textos integrais de “O Crápula Redimido”, “Escombros” e “O Rei dos Urubus”, prefaciado por Sebastião Milaré e empreendeu em 2009 um repertório com os três espetáculos numa temporada no Centro Cultural São Paulo. Em 2010, dirigiu uma montagem de “O Crápula Redimido” para uma temporada no SESC Tijuca-RJ e escreveu e atuou em “Rua do  Medo”, sendo indicado ao Prêmio Shell e ao Premio Cooperativa Paulista de Teatro como melhor autor.  Em 2014, escreveu e protagonizou “Maldito Benefício”, sendo indicado para os principais prêmios do teatro paulista na categoria Melhor Autor (Shell, APCA e Aplauso Brasil).  No mesmo ano publicou seu segundo livro, “Comédias Urbanas de Leonardo Cortez”, pela Editora SESI-SP.  Em 2016, escreveu e protagonizou “Sala dos Professores”, atualmente em cartaz no Espaço Elevador de Teatro. Por esse texto, Leonardo Cortez foi indicado mais uma vez aos Prêmios Shell e APCA como Melhor Autor. O texto de Sala dos Professores foi eleito como o melhor de 2016 pelo site UOL e levou o prêmio Aplauso Brasil no júri popular.    

Na televisão, Cortez possui uma trajetória ininterrupta de 2000 até a presente data. Escreveu para os programas “Zapping Zone” (Disney), “2 Apês” (CNU), “Me Poupe” (GNT), “Senta Que Lá vem Comédia”(Cultura) e criou as séries  “Sociedade Anônima”, exibida no Canal Turner e “Caça ao Tesouro”, em fase de captação. Em 2005, escreveu o roteiro e protagonizou o curta-metragem “São Paulo Nos Pertence”, sob a direção de Zé Roberto Pereira, exibido no Canal Brasil. Em dezembro do mesmo ano escreveu “O Dia que Mamãe Soltou o Verbo”, Tele-Teatro exibido na TV Cultura. Como ator, foi entre 2001 e 2003 o Especialista Léo, no Programa Zapping Zone, exibido diariamente no Disney Channel. Atuou nas séries “Mothern” do GNT, “Ó, Coitado” do SBT, “O Negócio” da HBO, “Descolados” da MTV,  no projeto “Senta que Lá Vem Comédia”, da TV Cultura e nas séries infanto-juvenis “Quando Toca o Sino”, “Caco e Dado” e “Que Talento” no Disney Channel. Foi repórter dos programas “Me Poupe”, exibido pelo GNT e Zapping Sports, exibido pelo Disney Channel. Atuou também nas novelas “Floribella” (2006) e “Dance, Dance, Dance”(2007-2008), no humorístico Escolinha Muito Louca” (2008-2009) da Band e nas séries “Maximo&Confúcio” (2016), Tv Cultura e “171- Negócios em Família”,   Universal Chanell (2017).

Colegas no Teatro divulgação (Foto: João Caldas)

Sobre Marcelo Galvão

Formado em Publicidade e Propaganda pela FAAP – Fundação Armando Alvares Penteado, o cineasta e roteirista Marcelo Galvão começou sua carreira como redator em grandes agências de publicidade e chegou até a conquistar vários prêmios nessa área no Brasil e no exterior. A partir de 1999, estudou cinema na New York Film Academy, nos Estados Unidos. Quando voltou ao seu país de origem, criou a produtora Gatacine.

Galvão é autor de seis filmes premiados: “A Despedida” (2014), “Colegas” (2011), “Rinha, o Filme” (2009), “Bellini e o Demônio” (2008), “Lado B: Como Fazer um Longa Sem Grana no Brasil” (2007) e “Quarta B” (2005), além do recente “O Matador” (2017) e de vários curtas-metragens.


SINOPSE

Márcio, Stalone e Aninha são apaixonados por cinema e trabalham na videoteca do instituto onde vivem. Um dia eles resolvem fugir no carro do amigo jardineiro para tentar realizar três sonhos: Stalone quer ver o mar, Aninha quer casar e Márcio quer voar.

Ficha Técnica:

Texto: adaptação de Leonardo Cortez para o roteiro original de Marcelo Galvão  

Direção Geral: Leonardo Cortez

Assistente de direção: Nina Ramos

Elenco:

Adriana Mendonça

Daniel Dottori

Giulia Merigo (personagem Aninha)

Ian Pereira (personagem Stalone)

João Simões Jr (personagem Márcio)

Ricardo Corte Real

Direção musical: Jonathan Harold

Cenário e Figurino: Chico Spinosa

Visagismo: Anderson Bueno

Iluminação: Marcelo Lazzaratto

Direção e Realização: Thiago Rosa

Produção Executiva: Thiago Rosa e João Giani Vasconcellos

Assistente de Produção: Nina Ramos

Fotos: João Caldas

Filmagem: Adauto Lima Neto

Mídias Sociais: Raul Andreucci

 

Serviço:

Colegas no Teatro é uma adaptação de Leonardo Cortez do filme brasileiro Colegas, de Marcelo Galvão. O espetáculo conta a trajetória de três personagens com síndrome de Down que decidem sair em busca de seus maiores sonhos.

Assis

Datas
8 de novembro (quinta-feira), às 15h.

Local
Teatro Municipal Padre Enzo Ticinelli: Rua Floriano Peixoto, 757 – Centro – Assis.

Venda de ingressos:
– Mega Bilheteria: www.megabilheteria.com
– Loja Lilica & Tigor: Rua Floriano Peixoto, 375 – Centro – Assis.

Preços dos ingressos:
– Inteira: R$ 40
– Meia-entrada: R$ 20

Informações adicionais
Duração: 80 minutos
Classificação etária: 12 Anos

Cultura

Governo volta atrás e assegura manutenção integral do Projeto Guri

Polo de Assis (SP) estava entre os 13 que seriam desativados. Governo diz que ajuste no orçamento permitiu manter o projeto.

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Do AssisNews

O Governador João Doria anunciou nesta segunda-feira (1º) a decisão de descontingenciar R$ 20,7 milhões para a manutenção do Projeto Guri, maior programa sociocultural brasileiro, que promove iniciação e formação musical para crianças e adolescentes. Ao menos 13 polos, um deles de Assis (SP), seriam fechados.

No anúncio, que contou também com a presença do Vice-Governador Rodrigo Garcia, do Secretário da Fazenda Henrique Meirelles e do Secretário de Cultura e Economia Criativa Sérgio Sá Leitão, foram apresentadas as medidas previstas para que serviços essenciais, como o Projeto Guri, não sejam interrompidos.

“Não haverá nenhuma interrupção no Projeto Guri, que continuará operando regularmente como está, atendendo 64 mil crianças e adolescentes em todo o Estado, sem redução de alunos e professores. Neste ano, temos um investimento previsto de R$ 94,7 milhões para o Projeto Guri”, disse Doria.

Segundo estudo do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) publicado em fevereiro – e baseado no impacto do Projeto Guri na capital durante os últimos três anos -, o valor do impacto social gerado pelo Projeto Guri corresponde a seis vezes o valor investido.

Em 382 polos, incluindo os polos Fundação Casa destinados a jovens em cumprimento de medidas socioeducativas, são atendidos aproximadamente 64 mil crianças e adolescentes por ano.

“Não há dúvida em relação à qualidade e importância do Projeto Guri e aos seus resultados. Certamente, a inciativa sociocultural mais importante do país em resultados evidentes. Um recente estudo, feito pelo IDIS, especificamente sobre o Projeto Guri, demonstrou que para cada R$ 1 aportado pelo Governo do Estado, a sociedade recebe R$ 6,40 em serviços”, declarou o Secretário de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão.

A Secretaria de Cultura e Economia Criativa tem realizado uma avaliação minuciosa dos contratos, programas e ações, levando em conta o impacto do contingenciamento, buscando implementar readequações para minimizar as consequências e buscar mais eficiência e eficácia.

O déficit fiscal projetado de R$ 10,5 bilhões em 2019 obrigou o Governo do Estado a determinar contingenciamento de R$ 5,7 bilhões em todas as áreas. Para a Cultura, foi estabelecido um contingenciamento de cerca de 23%, equivalente a R$ 150 milhões, incluindo os 24 contratos com Organizações Sociais e demais programas e ações.

Sobre o Projeto Guri

O Projeto Guri, maior programa sociocultural brasileiro, mantido pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, promove iniciação e formação musical de qualidade e inclusão sociocultural, contribuindo positivamente para o desenvolvimento de crianças, adolescentes e seus familiares. Por meio de cursos de iniciação musical, luteria, canto coral, tecnologia em música, instrumentos de cordas dedilhadas, cordas friccionadas, sopros, teclados e percussão, são atendidas 64 mil crianças e adolescentes entre 6 e 18 anos (até 21 anos, nos Grupos de Referência e na Fundação CASA).

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Cultura

Grupo de Teatro de Tarumã estreia o espetáculo “Megera Domada”

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Assessoria
Grupo de Teatro de Tarumã estreia o espetáculo “Megera Domada”

O grupo de teatro de Tarumã, “Os Anormais”, apresentou o espetáculo teatral “Megera Domada”, no dia 23 de março de 2019, no Centro de Integração e Cultura (CIEC), de Tarumã. A peça marca a estreia de 14 atores no palco, crianças e adolescentes de 4 a 15 anos, que iniciaram no grupo em fevereiro deste ano e apresentaram para uma plateia de, aproximadamente, 150 pessoas.

A produção do espetáculo começou em 2018 e teve a participação dos demais membros do grupo de teatro. De acordo com Izabela Vilas Boas, diretora do grupo, os atores tiveram total liberdade na construção da “Megera Domada”: “eles participaram tanto da construção de cenário, quanto da escolha das danças. Enfim, de toda a montagem da peça”, contou Izabela.

O enredo da peça fala sobre Catarina, uma garota bonita e de personalidade forte. Seu jeito insensível assusta os garotos, que a evitam por ser considerada muito durona, uma verdadeira megera. Já Bianca, sua irmã, é o oposto. Ela é meiga e sensível. A mãe das meninas, entretanto, não permitia que Bianca namorasse antes de Catarina. E é aí que está o dilema, pois nesse conflito surge Petruchio, um garoto que aceita a difícil missão de conquistar a megera. Será que ele consegue?

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Cultura

Redução de verbas deve levar a fechamento de polos do Projeto Guri

Polo de Assis e outros 12 na região podem ser fechados.

Publicado em

Agência Estado

A Associação Amigos do Projeto Guri comunicou nesta sexta-feira, 29, funcionários a respeito da possibilidade de fechamento de parte de seus polos de atuação. Segundo a entidade, responsável pela atividade do projeto no interior e no litoral do Estado, a medida se deve à incerteza com relação ao repasse de verbas por parte da Secretaria de Cultura e de Economia Criativa do Estado de São Paulo, que teve seu orçamento reduzido em 23% por conta de um contingenciamento de verbas determinado pelo governo, o que equivale a R$ 148 milhões.

“Até o momento, a Amigos do Guri não obteve da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, nossa principal mantenedora, a confirmação de que iremos receber os recursos que seriam necessários à manutenção de atual rede de atendimento. Estudo preliminar indica a necessidade de um possível fechamento de polos do interior e litoral, cujos funcionários entraram em aviso prévio hoje. O Projeto Guri segue em negociação com a Secretaria para reverter essa situação”, explica a associação em nota enviada.

O Projeto Guri trabalha a formação musical no contexto da inserção social e tem 340 polos no interior e no litoral. Atualmente, mais de 50 mil alunos entre 6 e 18 anos são atendidos pelo projeto. A Amigos do Guri não quis adiantar o impacto exato da redução de verbas em suas atividades, explicando que prefere antes concluir as negociações com o governo.

A reportagem apurou, no entanto, que a redução também estaria na casa dos 20%, com o orçamento indo de R$ 70 milhões para R$ 55 milhões, o que pode levar ao fechamento de cerca de 150 dos polos de atuação e à demissão de mais de 600 professores. A redução gerou repercussão nas redes sociais: um abaixo-assinado em defesa do projeto, já tinha mais de 89 mil assinaturas no final da manhã deste sábado (30).

Procurada, a Secretaria de Cultura e de Economia Criativa do Estado de São Paulo informou, por meio de nota oficial, que não considera a possibilidade de encerrar as atividades do Guri, e que os orçamentos ainda estão sendo negociados – mas defendeu a necessidade de ajustes.

“O impacto do contingenciamento nos programas, instituições e ações da Secretaria de Cultura e Economia Criativa está sendo avaliado. As metas são minimizar as consequências e buscar mais eficiência e mais eficácia. Estamos fazendo reuniões individuais com cada uma das 18 organizações sociais, incluindo as gestoras do Projeto Guri, para definir as prioridades e os ajustes necessários. Trata-se de um imperativo da realidade orçamentária do Estado”.

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