‘Doce de mãe’ não é só uma anedota, diz Fernanda Montenegro

Atriz ganhou o Emmy Internacional por sua interpretação de Dona Picucha. Seriado retornará para a televisão a partir do dia 30 de janeiro.

Elenco se reúne para lançamento de ‘Doce de Mãe’, no Projac (Foto: Ellen Soares / TV Globo)

A série “Doce de mãe” foi ao ar em dezembro de 2012, como parte da programação de fim de ano da Globo. O especial, centrado no cotidiano de Dona Picucha, interpretado por Fernanda Montenegro, retornará para a televisão em 14 episódios que serão exibidos a partir do dia 30 de janeiro. “Não é só uma anedota”, disse Fernanda, em entrevista coletiva realizada na noite desta terça-feira (21), no Projac, Zona Oeste do Rio. Em novembro de 2013, a atriz ganhou o Emmy Internacional, em Nova York, por sua interpretação de Dona Picucha. O prêmio é considerado o Oscar da TV mundial.

Dona Picucha é uma viúva de 85 anos bem-humorada, amante de boa comida, jogo de futebol e um bom samba. Já chegou a virar a noite cozinhando, bebendo, e dançando em um animado pagode. Acabou no hospital, tomando glicose na veia. A personagem tem quatro filhos interpretados por Marco Ricca (Sílvio), Louise Cardoso (Elaine), Matheus Nachtergaele (Fernando) e Mariana Lima (Susana).

Doce de Mãe estreia no dia 30 de janeiro (Foto:
Lívia Torres/G1)

“Todos nós nos propusemos a imantar de humanidade esse trabalho. É uma herança do teatro, uma comédia de costume. A comédia de costume é rica de possibilidades do lado da falência humana, no hábito de lidar com a família. Eu tenho um passado de personagens ricas nas novelas das nove e, de repente, pegar uma senhorinha dessas pela frente é uma alegria. Eu trouxe todas as velhas da minha família para representar a Picucha”, revelou a atriz acrescentando que nada mudou após ganhar o Emmy. “Não ganhei nada, não mudou nada. Eu ganhei o prêmio com a Picucha. Voltei e estou de novo com a Picucha.”

Com direção de núcleo de Guel Arraes, o seriado tem autoria e direção-geral de Jorge Furtado e Ana Luiza Azevedo e é uma coprodução da Globo com a Casa de cinema de Porto Alegre.

“A gente pensou muito sobre o que fazer com as nossas “Picuchas”. O resto foi juntar essa família de grandes atores. Depois que os atores tomam conta do roteiro a gente vê nascer essa família. É uma história comovente porque é engraçada e tem momentos de ternura. As coisas mais parecidas com a vida são as comédias tristes. É um cinema humanista que a gente está fazendo e tentando levar para televisão”, disse o diretor Jorge Furtado.

Novas aquisições
A novidade da série fica por conta de Rosalinda Bauer, interpretada por Drica Moraes. Depois de revirar alguns velhos papéis no armário, Dona Picucha vai desconfiar que o falecido marido teve uma filha fora do casamento. As evidências são claras: recibos mensais de um curso de medicina, além de a moça ter o mesmo sobrenome de uma antiga babá que conviveu anos antes com a família.

A família também é aumentada com o nascimento de Isaurinha (Letícia Sampaio), filha de Suzana (Mariana Lima) e Jesus (Daniel de Oliveira).

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