Cantor de Prudente desaparecido pode ter sido morto e jogado em rio

Crime teria sido cometido por um maior e dois menores. Após o susposto assassinato, eles levaram o carro e os cartões da vítima

Corpo de Bombeiros, juntamente com o helicóptero Águia da Polícia Militar, fazem buscas no rio (Foto: David de Tarso/Cedida/IFronteira)

O cantor prudentino Ângelo Boin Neto, de 52 anos, que está desparecido desde a madrugada da última quinta-feira (17), pode ter sido morto a pancadas por um homem de 25 anos e dois adolescentes, um de 14 e outro de 16 anos. Segundo a Polícia Militar, três pessoas confessaram a autoria do crime.

Ainda conforme o policiamento, os criminosos relataram ter abordado o homem no Parque do Povo, em Presidente Prudente. Com uma faca, eles renderam a vítima e a forçaram a passar os cartões, bem como a senha. Além disso, para terem certeza de que os números estavam corretos, eles realizaram uma pequena compra em Santo Inácio (PR), e constataram que se tratava da numeração verdadeira.

Apesar do sucesso na extorsão, segundo dados do boletim de ocorrência, eles relataram terem agredido ainda mais o músico com pancadas com um cabo de uma faca. Posteriormente, o jogaram no Rio Paranapanema, próximo a cidade de Itororó.

Após o crime, os indivíduos fizeram várias compras e saques com o cartão da vítima. Porém, a polícia conseguiu interceptar uma das aquisições, que foi realizada em um posto de combustíveis. No local, eles pediram imagens da câmera de monitoramento, que revelou a identidade dos bandidos.

Com posse das informações, os policiais conseguiram apreender os dois menores e o maior, que estavam com os cartões e o carro do artista. Dentro do automóvel, ainda foi encontrada uma faca que poderia ter sido usada no assassinato.

Imagem foi divulgada pela família nas redes sociais para informar o desaparecimento do cantor (foto: Reporodução/IFronteira)

Mediante os fatos, o homem foi preso em flagrante e os adolescentes apreendidos. O rapaz poderá ser indiciado por sequestro, extorsão, homicídio e ocultação de cadáver. Já os menores poderão responder pelos mesmos crimes, porém, de forma circunstanciada.

Além disso, os menores serão encaminhados para uma unidade da Fundação Casa. Já o maior será levado para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá.

Até o momento desta publicação, os bombeiros, juntamente com o helicóptero Águia da Polícia Militar, fazem buscas no rio.

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