Após polêmica, cartazes de show de Jota Quest são trocados no RS

Imagem usada anteriormente mostrava desenho de mulher nua em taça. EPTC considerou que arte fazia associação entre álcool e direção.

Nova arte do cartaz extingue o desenho que gerou polêmica (Foto: Bar Opinião/Reprodução)

A polêmica sobre a publicidade do show da banda Jota Quest fixada em 20 táxis-lotação em Porto Alegrechegou a um final. A peça gráfica que chegou a ser vetada na quarta-feira (6) pela Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) por associação entre álcool e direção, foi retirada e substuída por uma nova, sem a mulher nua que aparecia em uma taça. A imagem ilustra a capa do novo CD do grupo. Na quinta (7), a EPTC voltou atrás e liberou a peça, mas a campanha já estava sendo trocada.

O cartaz divulga as apresentações que a banda fará no Bar Opinião, nos dias 20 e 21 de novembro. A arte anterior tinha a reprodução da ilustração de uma uma mulher nua, no estilo pin-up, sentada dentro de uma taça de vidro. A arte estampa a capa do último álbum da banda mineira. No novo design do cartaz o desenho da mulher foi eliminado, ficando apenas as informações básicas do show.

Capa do álbum ‘Funky funky boom boom’, do Jota
Quest (Foto: Divulgação)

De acordo com o sócio-proprietário da Opinião Produtora, Rodrigo Machado a arte foi substituida logo que a EPTC proibiu a circulação da campanha. “Trocamos tudo. Temos um foco que é o de vender ingressos. Foi por isso que fomos muito ágeis na troca dos banners. Foi uma iniciativa nossa em colocar a arte do disco na divulgação, foi uma escolha estética. É um despreparo do poder públcio, que parecer estar jogando contra”, desabafou ao G1.

A empresa Sinergy, responsável pela colocação da campanha nos veículos, também confirma que todos os 20 adesivos colocados no dia 1º foram trocados pela nova arte gráfica.

A EPTC diz que a notificação foi emitida porque os técnicos do órgão responsável por analisar as campanhas publicitárias em ônibus e lotações entenderam que ela estava em desacordo com a legislação, que não permite nenhum tipo de propaganda de bebidas, cigarros, divulgação política ou religiosa nos veículos, entre outras. O órgão, no entanto, voltou atrás nesta quinta (7).

“Em uma pré-avaliação, um dos membros dessa comissão achou que poderia haver alguma apologia ao consumo de álcool e direção. Eu me reuni com a equipe e decidi que não havia nada disso. A campanha foi liberada”, disse diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari.

Segundo a assessoria de imprensa do Jota Quest, a ilustração que estampa a capa do álbum “Funky Funky Boom Boom”, lançado em novembro desse ano, é de autoria do pintor americano Mel Ramos, considerado um dos ícones da pop art. Outros trabalhos dele já foram usados em capas de discos de grupos como Red Hot Chili Peppers e Rage Against the Machine. A banda não vai se manifestar sobre o assunto, diz a assessoria.

Primeira campanha começou a circular em Porto Alegre dia 1º de novembro (Foto: Sinergy/Reprodução)

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