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Música

Cantora Miúcha morre no Rio aos 81 anos

Irmã de Chico Buarque e mãe de Bebel Gilberto estava em tratamento contra um um câncer e morreu após ser internada nesta quinta-feira (27).

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A cantora e compositora Miúcha morreu às 17h30 desta quinta-feira (27), aos 81 anos, no Hospital Samaritano, no Rio. Irmã de Chico Buarque, mãe de Bebel Gilberto, ela tratava de um câncer e sofreu uma parada respiratória.

O enterro será na sexta-feira (28) no Cemitério São João Batista, na Zona Sul do Rio.

Miúcha — Foto: Divulgação / Beti Niemeyer

Ao longo de mais de 40 anos de carreira, lançou 14 discos e fez parcerias com artistas da bossa nova e da MPB.

“Na música, na alegria, no otimismo e na vontade de pensar sempre no lado positivo da vida, Miúcha é um modelo (…) Ela deixou isso de bom para a gente”, disse nesta quinta-feira sua irmã Ana de Hollanda, também cantora e compositora, além de ex-ministra da Cultura.

Miúcha, apelido de Heloisa Maria Buarque de Holanda, nasceu no Rio, e era filha do historiador e jornalista Sérgio Buarque de Holanda e da pintora e pianista Maria Amélia Cesário Alvim.

Quando criança, formou um grupo vocal com seus seis irmãos, incluindo Chico Buarque. Nos anos 60, foi estudar História da Arte na França, onde começou a fazer apresentações musicais na Europa.

Na itália, conheceu a cantora chilena Violeta Parra, que a apresentou a João Gilberto, com quem se casou. Eles foram morar em Nova York, tiveram a filha Bebel e ficaram casados durante 8 anos.

Entre as faixas cantadas por ela que ficaram mais conhecidas estão “Pela luz dos olhos teus”, “Maninha” e “Vai levando”.

Sua estreia fonográfica foi em 1975, ao cantar no disco “The best of two worlds”, de João Gilberto e Stan Getz

Entre os trabalhos mais marcantes como intérpretes estão dois discos com Tom Jobim, em 1977 e 1979, e um álbum solo, “Miúcha” em 1989. Em 1977, ela participou do musical “Os Saltimbancos”.

Ela ficou mais conhecida como intérprete, mas também compôs algumas músicas como “Triste alegria” (1979), “Todo amor” (1980) e “No Carnaval de Olinda” (1982).

Bebel Gilberto publicou uma homenagem à mãe no Instagram: “Pra sempre no meu coração. Te amo muito. Descansa meu amor… Saudades”.

 

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Pra sempre no meu coração ❤️. Te amo muito. Descansa meu amor… saudades.

Uma publicação compartilhada por Bebel Gilberto (@bebelgilberto) em

Miúcha — Foto: Reprodução

Chico Buarque e a irmã Miúcha em momento de descontração nos bastidores do show de Bebel Gilberto em outubro de 1989 — Foto: Cristina Granato / Divulgação

Vinícius de Moraes e Miúcha durante show no Canecão, no Rio de Janeiro, “em 77 ou 78”, segundo a cantora — Foto: Chico Nelson/Arquivo pessoal

Música

Marcelo Yuka, fundador d’O Rappa, morre aos 53 anos no RJ

Músico sofreu um AVC no dia 2 de janeiro e estava internado em estado grave. Em 2000, Yuka foi atingido por tiros e ficou paraplégico ao tentar impedir um assalto.

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Do G1
Marcelo Yuka — Foto: Divulgação

O músico e compositor Marcelo Yuka, um dos fundadores da banda O Rappa, morreu no fim da noite de sexta-feira (18), aos 53 anos, no Rio de Janeiro. A informação foi confirmada pelo Hospital Quinta D’or na madrugada deste sábado (19).

Yuka estava internado em estado grave com um quadro de infecção generalizada. O músico sofreu um acidente vascular-cerebral (AVC) no dia 2 de janeiro. No meio do ano passado, ele já havia tido outro AVC.

Em 2000, Yuka ficou paraplégico ao ser atingido por nove tiros durante um assalto a uma mulher na Tijuca, na Zona Norte do Rio.
Trajetória
Nascido no Rio de Janeiro em 1965, Marcelo Fontes do Nascimento Viana de Santa Ana, o Marcelo Yuka, foi um dos fundadores da banda O Rappa. No grupo, era o baterista e principal compositor até sua saída, em 2001.

Com a banda, chegou ao sucesso com o segundo disco, “Rappa Mundi”, em 1996. Em 2000, foi atingido por tiros ao tentar impedir um assalto e ficou paraplégico.

Yuka escreveu letras sobre temas como violência urbana, racismo e desigualdades sociais. “Minha alma (a paz que eu não quero)”, “Me deixa” e “Todo camburão tem um pouco de navio negreiro”, por exemplo, foram escritas por ele.

Marcelo Yuka — Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo/Arquivo

Mesmo impossibilitado de tocar bateria, continuou na banda, lançando em 2001 o álbum “Instinto Coletivo”, gravado em show realizado antes do incidente.

No mesmo ano, Yuka deixou O Rappa, e afirmou ter sido expulso pelos demais integrantes por não concordar com os rumos da banda.

Em 2004, fundou a banda F.ur.t.o (Frente Urbana de Trabalhos Organizados), parte de um projeto social que já existia na época de O Rappa.

Cinco anos depois, foi vítima de outro assalto e levou socos e pontapés de bandidos que tentavam levar seu carro.

O músico chegou a ficar sob as rodas do veículo e só não foi atropelado porque os assaltantes não conseguiram dar partida no veículo, adaptado para deficientes.

Em 2017, lançou seu primeiro álbum solo, “Canções para depois do ódio”, com uma sonoridade que mesclava batidas eletrônicas e ritmos afro, fruto da parceria com o produtor e DJ Apollo 9. Céu, Seu Jorge, Cibelle e Bukassa Kabengele participaram do disco.

Na política, foi filiado por oito anos ao PSOL e chegou a concorrer a vice-prefeito do Rio de Janeiro em uma chapa com Marcelo Freixo em 2012.

Marcelo Yuka e Cibelle durante o festival Rock in Rio 2011. Foto de setembro de 2011 — Foto: Raul Aragão/Grudaemmim/Rock in Rio

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Música

Marciano, cantor sertanejo, morre aos 67 anos

‘Nesse momento, agradecemos o carinho de todos e pedimos orações à família’, informou comunicado.

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Do G1
Marciano não conteve as lágrimas na Arena da Festa do Peão de Barretos — Foto: Érico Andrade/G1

O cantor sertanejo Marciano, que marcou história da música sertaneja formando a dupla João Mineiro e Marciano, morreu aos 67 anos. A informação foi confirmada na rede social do cantor.

“É com imenso pesar que, em nota, confirmamos o falecimento do cantor Marciano, o Inimitável. Em breve, divulgaremos mais informações. Nesse momento, agradecemos o carinho de todos e pedimos orações à família”.

O cantor, que nos últimos anos usava o título de “O Inimitável”, iniciou a carreira na década de 1970 ao lado de João Mineiro. Juntos, marcaram a história da música sertaneja com hits como “Ainda Ontem Chorei De Saudade”, “Se eu não puder te esquecer”, entre outras.

Após a morte de João Mineiro, em 2012, Marciano iniciou um projeto ao lado de Milionário (ex-dupla de José Rico, que morreu em 2015). A união dos dois formou o projeto “Lendas”, que rendeu a gravação de um DVD em 2015, sendo lançado no mercado no ano seguinte.

Os cantores sertanejos Milionário e Marciano fazem o 1º show do projeto ‘Lendas’, em Ituporanga (SC), para mais de 25 mil pessoas. O reportório tem como base os sucessos das duplas Milionário e José Rico e João Mineiro e Marciano, além de canções inéditas — Foto: Cadu Fernandes/Divugação

O cantor Fabiano Martins, filho de Marciano, lamentou a morte do pai. Nos últimos anos, os dois travaram uma batalha judicial após uma publicação no Facebook. Marciano processou Fabiano por danos morais e pedia indenização de R$ 20 mil.

“Todos que me conhecem sabem da péssima relação que eu tinha com meu pai, mas estou muito triste com essa notícia. Por mais que éramos afastado, mas era meu pai. Morre um dos maiores cantores sertanejo desse país”.

“E é com uma imensa tristeza que informo ao meus amigos que meu Pai sofreu um infarto fulminante nessa madrugada e foi morar com Deus. João Mineiro e Marciano ficará eternizado em nossos corações”.

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Música

Anitta usa ‘desafio dos 10 anos’ em protesto contra aquecimento global

Publicado em

Agência Estado

Anitta foi na contramão do desafio dos 10 anos, ou o “Ten years challenge”, e decidiu não publicar fotos pessoais. A cantora postou duas imagens. Na primeira, uma grande geleira. Na segunda, uma década depois, o bloco de gelo praticamente desaparecido.

“Apesar das minhas setecentas plásticas que me fazem desacreditar nas fotos antigas, juro que esse é o desafio dos 10 anos que mais me choca”, escreveu na legenda no perfil dela no Instagram.

A cantora também criticou a série de imagens em que as pessoas aparecem belas e esbeltas. “Todo mundo se esforçando para melhorar de vida e de aparência a cada dia. E nossa casa (a única que temos) só se degradando. Quanta destruição aconteceu em apenas 10 anos. Faz parecer que a Terra nem é tão grande assim”, analisou.

Até a publicação desta matéria, a publicação de Anitta havia recebido mais de meio milhão de curtidas e o apoio maciço dos fãs. “Parabéns por trazer tão importante reflexão”, “Rainha sensata” e “A melhor publicação de todas” foram alguns dos comentários.

Para concluir a reflexão sobre o aquecimento global, Anitta alertou que cada um deve fazer sua parte. “Nosso planeta é nossa casa, a casa que todos nós compartilhamos independentemente de espécie, raça, dinheiro, nacionalidade, crenças, etc. Somos obrigados a conviver nesta casa, querendo ou não. Vamos cada um fazer sua parte entendendo que não há lucro em ser egoísta num mundo inteiramente compartilhado”, finalizou.

 

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Apesar das minhas 700 plásticas que me fazem desacreditar nas fotos antigas, juro que esse é o desafio dos 10 anos que mais me chocam. Todo mundo se esforçando pra melhorar de vida e de aparência a cada dia. E nossa casa (a única que temos) só se degradando. Quanta destruição aconteceu em apenas 10 anos. Faz parecer que a Terra nem é tão grande assim. Vamos cuidar pra que em 10 anos este desafio nos impressione de maneira positiva. Cada um fazendo sua parte. Nosso planeta é nossa casa, a casa que todos nós compartilhamos independente de espécie, raça, dinheiro, nacionalidade, crenças etc etc. Somos obrigados a conviver nesta casa, querendo ou não. Vamos cada um fazer sua parte entendendo que não há lucro em ser egoísta num mundo inteiramente compartilhado. #10yearschallenge

Uma publicação compartilhada por anitta 🎤 (@anitta) em

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