Globo Rural conta a história de 70 anos de sucesso das Irmãs Galvão

Dupla de música caipira tem hoje a maior carreira do Brasil.
Irmãs saíram de um bairro rural paulista para ganhar o mundo da música.

Globo Rural faz homenagem à dupla sertaneja 'As Galvão'
Globo Rural faz homenagem à dupla sertaneja ‘As Galvão’

No  começo, era apenas o sonho de duas crianças, de cantar no rádio. Hoje, quase 70 anos depois, a realidade é o enorme sucesso da dupla de maior duração da música caipira. O repórter José Hamilton Ribeiro mostra a história das Irmãs Galvão, as meninas que saíram de um bairro rural paulista para ganhar o mundo da música.

Para marcar os 70 anos de carreira, e servir de material para o primeiro DVD, as Irmãs Galvão fizeram um show em São Carlos, região central de São Paulo, num auditório para 2,5 mil pessoas, casa cheia.

Ao longo de quase duas horas, foram surgindo as músicas marcantes e algumas figuras ilustres apareceram para cantar junto: Chitãozinho e Xororó em “Pedacinhos”, música que conta a história do romance de Mary Galvão com o maestro Mário Campanha, hoje seu marido, na “Chalana”, entra Sérgio Reis e em “Cheiro de Relva”, o parceiro é Daniel.

Globo Rural faz homenagem à dupla sertaneja 'As Galvão'
Globo Rural faz homenagem à dupla sertaneja ‘As Galvão’

Mary busca na memória os fatos de 1947, quando ela tinha sete anos, Marilene cinco.

Sapezal era uma cidadezinha no centro-oeste de São Paulo, com cerca de mil habitantes, mas que já tinha uma rádio que funcionava na sede, Paraguaçu Paulista. E foi nessa rádio, Rádio Marcondes, que funciona até hoje, que elas se apresentaram pela primeira vez.

Mary nasceu em Ourinhos, Marilene em Palmital, mas passaram a primeira infância em Sapezal, no distrito de Paraguaçu Paulista. Quando Mary tinha 10 anos, Marilene 8, a família se mudou para Assis, também no oeste de São Paulo, já na busca de um lugar no mundo artístico. O pai, Bertoldo, era alfaiate e então podia trabalhar em qualquer cidade. De Assis foram para Maringá, no Paraná, e dali para São Paulo, a “capital dos caipiras”.

No começo, para se apresentar como artistas, as duas meninas precisavam de ajuda de fora, um violonista para acompanhar. Foi então que em Maringá, em 1950, ganharam uma sanfona e um violão do pai, que precisaram aprender para não depender mais de ninguém na hora de cantar.

Assista ao vídeo com a reportagem completa e veja o emocionante encontro com o apresentador do programa de rádio que elas foram pela primeira vez, Sidney Caldini.

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