Esse programa representa a minha vida, diz Jacquin

Para o chef, não tinha pessoa melhor para conduzir o Pesadelo na Cozinha.

Erick Jacquin comanda o Pesadelo na Cozinha (Foto: Carlos Reinis/Band)
Erick Jacquin comanda o Pesadelo na Cozinha (Foto: Carlos Reinis/Band)

À frente de seu primeiro talent show solo na TV aberta, Erick Jacquin comandará o programa Pesadelo na Cozinha, na tela da Band. A versão brasileira do formato britânico Kitchen Nightmares – sucesso mundial já exibido nos Estados Unidos, Reino Unido, Países Baixos, Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Grécia, Turquia e Suécia estreia no próximo dia 26, quinta-feira, às 22h30.

“Esse programa é a minha cara, representa a minha vida. Durante toda a minha trajetória eu fiz isso – cozinhei, xinguei, dei bronca, mas ao mesmo tempo beijava, convidava para jantar e no dia seguinte era bronca para todo mundo. Sempre procurei fazer o melhor. Não tinha pessoa melhor para fazer esse programa”, afirma Jacquin, sem deixar de mencionar o fechamento do premiado restaurante francês La Brasserie Erick Jacquin em 2013.

“Dentro da minha história, também fechei um restaurante e isso pega muito dentro do programa, pois estou tentando ajudar as pessoas para que não ocorra o mesmo com elas. Nunca fechei por falta de qualidade, mas sim por problemas financeiros. Quem passa por esse problema pode ajudar os outros, quem não sabe, não pode”, garante o chef.

Nesta primeira temporada, Erick Jacquin vai salvar 13 restaurantes que estão à beira da falência, encontrando as falhas e as possíveis soluções para que os empreendimentos voltem a dar lucro. Cardápio ultrapassado, fregueses insatisfeitos e falta de profissionalismo são apenas algumas das dificuldades que o chef vai ajudar a resolver.

“Na maioria dos restaurantes não tem conversa entre as pessoas, elas estão paradas no tempo, não procuram melhorar. Sei também que o principal problema está relacionado a dinheiro, os juros no Brasil são altíssimos, se fala muito da crise financeira, mas quem mais pega dinheiro do país são os bancos, não é normal que o juro de uma dívida de cartão de crédito chegue a 14%. Essa coisa que falam ‘dinheiro não traz felicidade’, nunca ouvi nenhum pobre falar isso, só rico”, explica o chef.

No início de cada episódio, o programa faz um panorama do estabelecimento, destacando seus principais problemas, principalmente, relacionado à comida. Jacquin experimenta diversos pratos para conhecer o tompero. Em seguida, Jacquin se reúne com o dono do restaurante para entender melhor os pontos que estão contribuindo para o declínio do negócio.

No interior da cozinha, Jacquin confere o desempenho e o entrosamento dos profissionais. Utilizando toda sua expertise acumulada ao longo dos anos, ele identifica as falhas existentes e aponta as possíveis soluções. É nesse estágio que os conflitos com o dono começam a aparecer, já que são trazidos à tona problemas como a falta de organização e processos ineficientes. “Cada restaurante é uma história diferente. Eu já chorei, já dei risada e até vomitei por causa de tanta sujeira. Durante as gravações, encontrei uma coisa que nunca tinha visto em um restaurante: um rato. Aí não dá”, revela o chef.

As mudanças são radicais: desde a renovação completa de um cardápio até uma reforma do estabelecimento. Com todas as sugestões colocadas em prática, o chef acompanha a reabertura do restaurante, conferindo o serviço na cozinha e no salão.

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