Após tour pela Europa, capoeirista de Anastácio tem experiência única

Marcio Teixeira Lopes, o Blanca, esteve dois meses entre Croácia, Alemanha e Dinamarca e, além de ensinar a capoeira angola nas escolas, ministrou workshops.

Blanca levou um pouco do Brasil para a Europa através da capoeira (Foto: Marcio Teixeira / Arquivo pessoal)

O anastaciano Marcio Teixeira Lopes, 30 anos, conhecido como Blanca, professor e praticante da capoeira angola, chegou ao Brasil nesta segunda-feira (17) após ficar dois meses na Europa ensinando a modalidade em escolas e ministrando workshops.

Impressionado com a cultura nos três países em que visitou, Blanca conta que a capoeira foi uma forma de ensinar um pouco sobre o Brasil aos moradores do Velho Continente.

– Eles (europeus) querem saber tudo o que envolve não só a capoeira, mas o Brasil em si. Levei a ideia de ensinar a modalidade e falei sobre tudo. Quando estive em Dortmund, na Alemanha, alunos de uma escola me perguntavam até sobre a nossa comida. É uma experiência única.

A chance de visitar Alemanha, Croácia e Dinamarca veio através de um convite dos próprios europeus. No período, o capoeirista deu aulas e esteve presente em três eventos da capoeira angola em Hamburgo, Wuppertal e Split.

Formado em educação física, Lopes conta que o esporte entrou em sua vida de forma despretenciosa, há 22 anos. Hoje, o anastaciano é professor da modalidade em Marília e Assis (SP).

Anastaciano participou de rodas de capoeira e ensinou a modalidade em escolas (Foto: Marcio Teixeira / Arquivo pessoal)

– A capoeira é minha vida. Com a prática dela fui me desenvolvendo como cidadão e observando a importância de estudar para melhor realizar a atividade de professor.

Impressionado após os 7 a 1

Durante sua passagem pela Alemanha, o capoeirista acompanhou o Brasil ser humilhado pelos germânicos no futebol, pela semifinal da Copa do Mundo, por 7 a 1. Blanca ficou impressionado com a repercussão do fato.

– Poderia até dizer que foi engraçado. Muitas pessoas me ligaram para saber como estava me sentindo, se eu estava chorando, e o que aquilo representava para mim. Os europeus ligam muito o futebol ao brasileiro – conta.

Alemanha, Croácia e Dinamarca receberam aulas e workshops de anastaciano (Foto: Marcio Teixeira / Arquivo pessoal)

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