McLaren inova e usará sensores até na roupa dos pilotos nesta temporada

A novidade foi desenvolvida no Japão pela Nippon Telegraph em parceria com a Telephone Corp. e a Toray Industries Inc.

McLaren inova e usará sensores até na roupa dos pilotos nesta temporada
McLaren inova e usará sensores até na roupa dos pilotos nesta temporada

Os sensores que determinam desde as temperaturas dos componentes até mesmo o funcionamento aerodinâmico do carro são realidade na Fórmula 1 há cerca de 30 anos, com o início do uso da telemetria no final dos anos 1980. De lá para cá, a tecnologia avançou tanto que, até a chamada telemetria bidirecional ser banida em 2003, era possível para os engenheiros interferir diretamente nos carros na pista por meio de seus computadores.

Isso não é mais o caso, cabendo ao piloto comandar a verdadeira mesa de controle de nave espacial em que se tornou seu volante, com centenas de funções diferentes. Porém, mesmo em meio a tanta tecnologia, a equipe McLaren conseguiu encontrar uma brecha para inovar e vai controlar a ‘telemetria’ de seus próprios pilotos nesta temporada.

O uso da vestimenta esportiva Hitoe, desenvolvida no Japão, na McLaren começou com a equipe de mecânicos responsável pelas paradas nos boxes. A ideia era identificar as necessidades físicas de cada um e treiná-los de acordo com elas para ganhar alguns décimos de segundo em trocas que costumam ficar entre 2s e 3s.

Isso porque o Hitoe é uma roupa confeccionada com tecidos especiais que contêm eletrocondutores que controlam os parâmetros físicos do usuário. São dados como frequência cardíaca, índice de suor, acidez da pele e ritmo respiratório que podem ser transmitidos por transmissores sem fio, assim como as demais informações do carro.

A novidade foi desenvolvida no Japão pela Nippon Telegraph em parceria com a Telephone Corp. e a Toray Industries Inc.

A tecnologia chega em boa hora para os pilotos, que terão um desafio maior pela frente nesta temporada. Isso porque os carros vão gerar mais pressão aerodinâmica com a adoção de novas regras e também terão pneus mais aderentes, no que deve resultar em curvas 40km/h mais rápidas em alguns casos, aumentando a demanda física da pilotagem.

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