Náutico impõe 18ª derrota ao Palmeiras, que segue a nove pontos de sair da zona de rebaixamento

Após bom primeiro tempo, Verdão perde a calma no segundo e fica nove pontos atrás do Bahia. Timbu praticamente se garante na elite em 2013

Kieza, atacante do Náutico, comemora gol marcado na partida contra o Palmeiras, nos Aflitos

Pela 18ª vez no Campeonato Brasileiro, o Palmeiras é derrotado. O vencedor deste domingo foi o Náutico, que soube aproveitar a fragilidade de um adversário pressionado e deixou os Aflitos com a vitória por 1 a 0, com gol de Kieza. O resultado manteve a equipe paulista a nove pontos de sair da zona do rebaixamento, mas agora com apenas oito jogos pela frente.

O revés só aumenta a pressão em cima do time do Palestra Itália. Desde quinta-feira, protestos de sócios e conselheiros e até bate-boca marcaram os dias na sede social do clube. Neste domingo, pouco antes da delegação se dirigir ao estádio, torcedores organizados ainda foram ao hotel para cobrar vontade dos atletas.

Agora, o Palmeiras se prepara para enfrentar o Bahia, novamente fora de casa. O jogo está marcado para as 19h30 de quarta-feira, no Estádio do Pituaçu. O confronto pode ser a última chance para os palmeirenses escaparem, já que a equipe de Salvador segue como o primeiro fora da zona de rebaixamento, com 35 pontos. O Náutico agora treina nesta semana para pegar o Coritiba no Couto Pereira.

No jogo, o Palmeiras começou melhor e não sentiu o efeito da pressão dos Aflitos, estádio em que o Náutico havia conquistado dez das suas 11 vitórias até então. Logo no início do jogo, o time alviverde teve duas chances de abrir o placar. Primeiro com Luan, pela esquerda, que recebeu passe de Obina e chutou forte, mas Felipe fez boa defesa. Depois, Artur entrou pela direita, driblou um adversário com uma cabeçada e cruzou para Obina. O chute do atacante acabou desviado pelo zagueiro adversário.

Logo em seguida, os palmeirenses tiveram mais duas ótimas chances. Nas duas, Luan deu cabeçada no lado esquerdo da área. Na primeira, achou Obina, que chutou e só não comemorou porque viu um rival salvar em cima da linha. Depois, Tiago Real, no mesmo estilo de jogada, chutou tudo torto.

Aos 15 minutos, entrou o maior ditado do futebol: “Quem não faz toma”. Na primeira ótima jogada criada pelo Náutico, Kieza recebeu pela esquerda de Rogerinho, cortou Thiago Heleno na direita da área e colocou no canto esquerdo de Bruno, abrindo o placar. O gol, no entanto, não intimidou o Palmeiras, que continuou pressionando, mas de forma menos vertical, com mais toques de bolas e tentativas de jogadas pelas laterais.

No começo do segundo tempo, o Palmeiras voltou com a mesma formação, mas com uma postura completamente ofensiva. Se jogando de qualquer maneira ao ataque, a equipe acabava abrindo espaço para os contra-ataques. Foi assim que Rhayner recebeu bola pela direita de Araújo e disparou. Ele entrou na pequena área sozinho e disparou chute cruzado. A bola bateu no pé da trave direita.

Gilson Kleina tentou colocar sua equipe à frente depois dessa jogada, colocando Betinho no lugar de Márcio Araújo. Os planos, no entanto, acabaram indo por água abaixo com a expulsão de Thiago Heleno. O zagueiro deu carrinho atrasado e foi para o chuveiro mais cedo. Por causa disso, o Palmeiras teve a entrada de Patrick Vieira no meio e a saída de Mazinho.

Se com 11 o Palmeiras tinha volume de jogo, mas encontrava dificuldade para chegar, com dez, a situação permaneceu praticamente inalterada, com uma exposição ainda maior para os contra-ataques da casa. Jogando só na segurança, o Náutico tocava a bola de pé em pé, chegou até a acertar a trave, e só manteve o controle das ações até o árbitro Marcelo de Lima Henrique finalizar o jogo.

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