De virada, Palmeiras perde para o Penapolense

Sem coordenação, time da casa sai na frente, leva a virada e não tem tempo para reagir. Torcida verde xinga jogadores e pede contratações

A vitória por 3 a 1 sobre o Oeste, quarta-feira passada, em São José Rio Preto, parece não ter passado de um lampejo do Palmeiras. Neste domingo, contra o Penapolense, um dos caçulas do Paulistão, no Pacaembu, os velhos problemas do Alviverde apareceram: nervosismo, falta de coordenação, chances desperdiçadas, parte da torcida jogando contra com xingamentos. Resultado: derrota por 3 a 2 e a volta de velhos fantasmas que tanto assombraram o Verdão no ano passado. Pelo lado do Penapolense, emoção. A equipe disputa a primeira divisão estadual pela primeira vez, e alguns jogadores chegaram a chorar no fim da partida.

Com o resultado, o Verdão permanece com quatro pontos, na nona posição. Já o Penapolense, com seis, está em quarto lugar.

Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o São Bernardo, quinta-feira, às 19h30m (horário de Brasília), no Pacaembu. Já o time de Penápolis, na quarta, às 19h30m, enfrenta o XV de Piracicaba, em Penápolis.

Barcos cercado por quatro jogadores do Penapolense. Verdão afundou (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)

Penapolense assusta
Os dois times entraram em campo com esquemas parecidos: linhas de quatro na defesa, dois volantes, três meias e um atacante adiantado. O Palmeiras começou a todo vapor. Logo com um minuto, Maikon Leite quase abriu o placar: ele recebeu de Ayrton, invadiu a área e chutou cruzado. Seis minutos depois, o Verdão acerto o alvo, em cobrança de falta certeira de Ayrton, aos sete minutos: de pé direito, ele acertou ângulo direito de Marcelo.

O time da casa tinha o jogo sob controle, parecia tranquilo em campo. No entanto, em poucos minutos, a casa verde ruiu. O Penapolense empatou logo aos nove minutos, com Guaru, batendo falta e contando com a sorte. A bola bateu no travessão, voltou nas costas de Fernando Prass e cruzou por pouco a linha.

O Verdão sentiu o baque. A torcida, impaciente, passou a se manifestar de maneira mais dura. Veio o segundo golpe. Com um toque de bola envolvente pela esquerda, o Penapolense virou aos 14. Rodrigo Biro entrou livre e cruzou para Magrão empurrar para a rede.

Atrás no placar, o Palmeiras se mandou para o ataque, mas, descoordenado, não criou grandes jogadas. Com muitos toques errados, o Verdão teve dificuldade para chegar com condições de marcar. As jogadas individuais também não saíram. Como a bola não chegava ao ataque, Barcos chegou a voltar até o meio de campo para tentar iniciar jogadas. Em vão.

O Penapolense ainda podia ter ido para o intervalo com mais dois gols na conta. Aos 44, Anderson Carvalho perdeu gol cara a cara com Prass. Já nos acréscimos, após falha de Maurício Ramos, foi a vez de Magrão chegar sozinho e mandar para fora.

Verdão aperta, mas Penapolense vence
Percebendo as dificuldades da equipe no primeiro tempo, o técnico Gilson Kleina, do Palmeiras, voltou do intervalo com duas mudanças. Valdivia entrou no lugar de João Denoni e Vinícius foi para o campo na vaga de Patrik Vieira. O chileno passou a dividir com Wesley a função de armar as jogadas. Enquanto isso, Maikon Leite foi para a direita e deixou Vinicius mais pela esquerda.

Aos 8 minutos, o zagueiro Jailton, que havia recebido o cartão amarelo aos 6, por falta em Valdivia, recebeu o segundo por demora na cobrança de uma falta no meio do campo. Ele se preparava para bater, mas Valdivia recuou um pouco a bola. Quando o defensor tentou ajeitar novamente para executar a cobrança, o árbitro Fábio Volpato considerou que ele estava fazendo cera e o expulsou.

Com um a mais, o time da casa dominou o seu campo ofensivo e passou a assustar mais o adversário. Valdivia conseguiu diminuir um pouco da correria improdutiva da primeira etapa. Com a bola no chão, o Palmeiras cresceu e criou várias chances de empatar. Aos 17, Maikon Leite se aproveitou de cobrança de falta rápida do chileno para fazer o lance pela direita. Ele cruzou para Márcio Araújo, que mandou em cima do goleiro.

Dois minutos depois, novamente em passe de Valdivia, foi a vez de Barcos pegar da pequena área e bater para defesa do arqueiro. No minuto seguinte, mais uma ótima defesa de Marcelo. Vinícius passou pela marcação na esquerda, e chutou forte. No rebote, o meia chileno mandou por cima. Pouco depois, Kleina promoveu a entrada de Luan na vaga de Maikon Leite. A reação das arquibancadas foi um misto de vaias e palmas.

Aos poucos, o Palmeiras diminuiu o ímpeto e deixou o Penapolense segurar um pouco mais a bola. Com isso, a equipe do interior equilibrou a partida. Aos 30, o Verdão pagou caro pelas chances perdidas no início da segunda etapa. Após cruzamento de Guaru, Perez subiu mais alto do que todo mundo e escorou para o fundo do gol.

Após o terceiro gol do Penapolense, a torcida, que ensaiou algumas vaias na primeira etapa, perdeu a paciência e passou a criticar mais a equipe. Xingamentos a Luan, reclamações com a diretoria foram os mais ouvidos. Membros de uma organizada também ofenderam Valdivia, mas foram abafados pelo restante do estádio, que aplaudiu o Mago.

Durante esses protestos, Luan diminuiu, aos 42. Wesley cruzou para Henrique, que desviou e sobrou para o atacante empurrar para o gol. Mas não foi o suficiente para evitar a derrota do Verdão.

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