Marília desiste de disputa da Copa Paulista e demite treinador recém-chegado

Após audiência com o Ministério Público do Trabalho (MPT), presidente Antonio Carlos de Souza Vieira opta por desistência para evitar extinção do clube.

O Marília, representado pelo presidente Antonio Carlos de Souza Vieira, decidiu não disputar a Copa Paulista deste ano. Após a audiência de conciliação com o Ministério Público do Trabalho, que durou quase uma hora e meia, onde participaram o procurador Marcus Vinícius Gonçalves e o presidente do MAC, mediada por um juiz trabalhista, teve o acordo firmado para evitar a extinção do time mariliense do futebol profissional.

São 59 ações trabalhistas que acusam o MAC de não pagar salários, verbas rescisórias, fundo de garantia, férias e 13° salário a jogadores e funcionários. A ação traz uma acusação ainda mais grave: o clube estaria se apropriando indevidamente da renda dos jogos, e dos contratos de patrocínio. O valor deveria ser depositado em uma conta judicial para quitar as ações trabalhistas. Mas o documento ainda revela que o perito encontrou documentos contábeis falsos e há registro também de um sistema de desvios de receitas.

O clube já assinou um termo de ajuste de conduta se comprometendo a pagar os acordos trabalhistas, mas os mesmos não são cumpridos, segundo a ação do procurador.

– Ele tem que pagar os salários, férias, 13°, verbas rescisórias, e tem que honrar todas as suas obrigações trabalhistas. E, o que é bastante importante, tem que ter uma contabilidade bastante fidedigna. Infelizmente, em administrações anteriores você tinha uma contabilidade fraudulenta, o que não nos possibiltava saber o que entrou de receita para o MAC, o que definitivamente eram as despesas – explica o procurador.

Onze itens foram discutidos na audiência e, para evitar a extinção do clube, o presidente do Marília se compromenteu a não disputar campeonatos profissionais, para não aumentar a dívida do time. Com isso, a participação na Copa paulista deste ano foi cancelada, e o técnico Edmilson de Jesus, que havia sido contratado há uma semana, foi dispensado.

O MAC ainda terá que pagar todos os direitos trabalhistas em dia. Organizar a contabildade e apresentar os números reais, assinados por contadores. E, se houver o descumprimento de todas essas medidas o MAC fica fora do futebol profissional até 2019 e a justiça irá nomear um interventor para administrar o clube.

– O acordo foi bom para ambas as partes, sabendo da situação em que o clube se encontra nesses últimos anos. o Ministério Público foi sensato também, a Justiça foi sensata para que a partir do dia primeiro de dezembro desse ano, a gente possa estar se organizando, principalmente na parte contábil, na gestão e administração do Marília – afirma o presidente do clube.

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