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Corinthians ganha por 2 a 1 e se mantém invicto contra o São Paulo

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Gustavo comemora o 2° gol da partida (Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians)

O Corinthians continua sobrando diante do São Paulo na Arena Corinthians. Neste domingo, derrotou o rival por 2 a 1, pela sétima rodada do Campeonato Paulista, e ampliou a invencibilidade em sua casa para 10 partidas: agora são sete vitórias e três empates. O resultado levou o time alvinegro à liderança do Grupo C com 10 pontos, contra nove de Ferroviária e Bragantino, que empataram em seus respectivos duelos deste final de semana.

Já a equipe tricolor segue o seu calvário e chegou ao quarto jogo seguido sem ganhar. Vindo de uma eliminação precoce na Copa Libertadores no meio da semana, para o Talleres (Argentina), que custou o emprego do técnico André Jardine, o clube foi dirigido interinamente pelo coordenador de futebol Vagner Mancini. No Paulistão, poderá perder a segunda posição do Grupo D se o Oeste bater o São Bento nesta segunda-feira, às 17h30. Os dois times somam nove pontos, contra 10 do líder Ituano.

Em campo, o clássico deste domingo demorou a fazer jus ao apelido de Majestoso que recebe. Na etapa inicial, o primeiro chute a gol só veio aos 41 minutos, com Pedrinho. E após erro grave da arbitragem, que não viu a bola sair pela linha de fundo na origem da jogada, quando Clayson cruzou para trás já com ela alguns centímetros além do limite. Na sequência, vieram a finalização que obrigou Tiago Volpi a espalmar para escanteio e a cobrança perfeita de Sornoza na cabeça de Manoel. O zagueiro testou firme no canto e Volpi ainda tocou nela, mas já dentro do gol: 1 a 0.

“Eu estava com a visão boa. Primeiramente, vi que a bola saiu no escanteio. Depois acho que o Volpi conseguiu tirar o gol. Um detalhe que decidiu o primeiro tempo”, reclamou o zagueiro são-paulino Bruno Alves, no intervalo, ao canal Premiere.

Ironia do destino, o gol de empate teve roteiro parecido, com polêmica no nascimento do lance e finalização de cabeça. Os corintianos reclamaram de falta de Antony em Danilo Avelar, que foi o último a desviar a bola antes que ela saísse pela linha de fundo. No escanteio batido por Reinaldo, aos 12 minutos, Pablo apareceu na primeira trave e desviou sem chance de defesa para Cássio.

O herói tricolor viraria vilão pouco depois ao tentar um passe de calcanhar na altura do meio de campo que foi interceptado e gerou contra-ataque letal armado pelos anfitriões. Fagner entrou pela direita e cruzou. Tiago Volpi saiu muito mal da meta (reclamou de falta de Vagner Love) e a bola bateu em Gustavo para morrer no fundo das redes. Foi o sétimo gol do artilheiro no ano. Aos gritos de “o freguês voltou”, os mais de 42 mil corintianos em Itaquera fizeram a festa até o apito final.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 2 x 1 SÃO PAULO

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Júnior Urso (Richard), Ralf e Sornoza; Pedrinho (Mateus Vital), Gustavo e Clayson (Vagner Love). Técnico: Fabio Carille.

SÃO PAULO – Tiago Volpi; Igor Vinícius, Arboleda, Bruno Alves e Reinaldo; Willian Farias (Nenê), Hudson e Hernanes; Gonzalo Carneiro, Pablo (Diego Souza) e Everton (Antony). Técnico: Vagner Mancini.

GOLS – Manoel, aos 42 minutos do primeiro tempo; Pablo, aos 12, e Gustavo aos 27 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Pedrinho e Cássio (Corinthians); Igor Vinícius, Tiago Volpi e Hernanes (São Paulo).

ÁRBITRO – Lucas Canetto Bellote.

RENDA – R$ 2.219.753,00.

PÚBLICO – 42.203 pagantes.

LOCAL – Arena Corinthians, em São Paulo (SP).

Futebol

Torcedor do Corinthians passa mal no estádio e morre durante jogo

Diego da Silva tinha 23 anos.

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Agência Estado
Torcedor do Corinthians passa mal no estádio e morre durante jogo (Foto: Agência Estado)

O torcedor Diego da Silva, de 23 anos, começou a passar mal, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o primeiro tempo da partida entre Corinthians e Oeste, neste domingo, no Itaquerão, foi levado para a Unidade de Pronto-Atendimento do Hospital Santa Marcelina, mas não resistiu e morreu.

Diego estava localizado no setor Norte do estádio, local reservado às torcidas organizadas, quando se sentiu mal. Ele foi atendido por brigadistas e pela equipe médica responsável do estádio, que realizaram o primeiro atendimento.

Em seu site oficial, o Corinthians lamentou a morte. “O Sport Club Corinthians Paulista se solidariza com familiares e amigos de Diego neste momento difícil”, afirmou o clube em trecho da nota oficial.

Em campo, o Corinthians venceu o Oeste por 1 a 0, com gol de Danilo Avelar, e se classificou com uma rodada de antecedência às quartas de final do Campeonato Paulista. O time lidera o Grupo C com 18 pontos e volta a jogar na quarta-feira, fora de casa, contra o Ituano.

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Futebol

Corinthians e Santos fazem clássico emocionante

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Agência Estado
Corinthians e Santos fazem clássico emocionante, mas ficam no 0 a 0 em Itaquera.

Em um clássico marcado pela intensidade e ofensividade, com os dois times querendo ganhar, Corinthians e Santos empataram por 0 a 0 na arena em Itaquera neste domingo. O primeiro tempo foi dominado pelo time corintiano, que talvez tenha feito a sua melhor etapa inicial do ano. No segundo tempo, o Santos equilibrou o jogo com duas substituições precisas de Sampaoli e teve chances para ganhar.

Com o resultado, o Corinthians está praticamente classificado às quartas de final como líder do Grupo C do Paulistão. O técnico Fábio Carille continua com ótimo aproveitamento em clássicos estaduais. Ele dirigiu a equipe alvinegra 22 vezes contra os seus principais rivais, com 14 vitórias, cinco empates e três derrotas. Já classificado para o mata-mata do Paulistão e lutando para se manter como o dono da melhor campanha geral, o Santos de Sampaoli mostrou poder de reação na segunda etapa, depois de ter sido dominado no primeiro tempo.

Uma chuva de papel picado, promovida pelo próprio clube, atrasou o início do clássico. O árbitro Douglas Marques pediu a limpeza na grande área, pois as linhas não estavam visíveis. Funcionários da limpeza entraram vassouras para limpar as linhas da grande área. Momento curioso do clássico que significou um atraso de 11 minutos.

O Santos começou com um esquema formado por três zagueiros, recuando Alison para atuar ao lado de Gustavo Henrique e Aguilar Para explorar essa marcação em linha, o Corinthians apostou em lançamentos longos para Clayson, Pedrinho e Boselli. E também surpreendeu o rival com algumas variações. Velocidade pelos lados para invadir a defesa santista, com bolas longas e triangulações, inversões para abrir espaços e marcação na saída de bola para não deixar o rival pensar: a receita corintiana para dominar o clássico teve vários ingredientes.

Sempre acelerando o jogo, o Corinthians foi mais perigoso no início. Após um chutão aos 11, Sornoza acertou um belo chute e assustou Vanderlei. Uma finalização de Danilo Avelar que desviou na zaga deu ares de pressão para o bom momento do time da casa. Fez muito bem para Carille a semana livre para treinamentos, a primeira desde o início da temporada.

Atento, Sampaoli desfez o esquema com três zagueiros para tentar diminuir a vulnerabilidade de sua defesa. Mas não conseguiu frear a intensidade corintiana. Aos 31, o time chegou na cara de Vanderlei em três lances. A partir daí, a pressão foi permanente, no campo do Santos. Primeiro tempo ruim do time do Santos, que saiu no lucro por não ter levado gols. Talvez tenha sido o melhor primeiro tempo do ano do Corinthians.

Sampaoli fez duas alterações no intervalo para tentar se recolocar no jogo. Protagonista da polêmica da semana no Santos por ter faltado aos dois treinos de terça-feira, Cueva entrou no lugar de Alison. A outra mudança foi a entrada de Rodrygo no lugar de Jean Lucas.

O Santos melhorou e conseguiu equilibrar a partida. Parou de tomar sufoco. Sampaoli foi bem. Carlos Sánchez, uma das principais figuras santistas, esteve sumido do jogo, escanteado pelo lado direito. Agora, jogava mais centralizado. Aos 11, Jean Mota conseguiu finalizar bem e Cássio fez grande defesa. O lance foi o símbolo de que o time tinha voltado para o jogo.

O ritmo do jogo, mas as oportunidades continuaram a aparecer. Em sua primeira jogada depois de substituir Pedrinho, Vagner Love levou perigo. Ele ganhou de Gustavo Henrique, cruzou e Vanderlei salvou. Aos 30, Cássio deu um grande susto na defesa corintiana. Ele saiu jogando errado e deu a bola nos pés de Cueva. O peruano tentou por cobertura, mas errou o alvo. Constrangido com a grande falha, o goleiro pediu desculpas.

Na reta final, o Santos equilibrou o número de chances perdidas, com Dérlis, mas o Corinthians foi agudo até o final. Só faltou o gol em um dos melhores jogos do Paulistão.

FICHA TÉCNICA

CORINTHIANS 0 X 0 SANTOS

CORINTHIANS – Cássio; Fagner, Manoel, Henrique e Danilo Avelar; Ralf, Junior Urso e Sornoza; Pedrinho (Vagner Love), Clayson (André Luís) e Boselli (Mateus Vital). Técnico: Fábio Carille.

SANTOS – Vanderlei; Victor Ferraz, Felipe Aguillar, Gustavo Henrique e Felipe Jonatan; Alison (Cueva), Diego Pituca, Jean Lucas (Rodrygo), Jean Mota e Carlos Sánchez (Matheus Ribeiro); Derlis Gonzáles. Técnico: Jorge Sampaoli.

ÁRBITRO – Douglas Marques.

CARTÕES AMARELOS – Alison, Fagner, Matheus Ribeiro e Derlis Gonzales.

PÚBLICO – 41.404 pagantes.

RENDA – R$ 2.197.534,00.

LOCAL – Arena Corinthians, em São Paulo.

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Futebol

Mãe do técnico Tite, Dona Ivone morre aos 83 anos no Sul

Dona Ivone Bacchi sempre incentivou o filho ao longo da carreira; durante a Copa do Mundo da Rússia, eles se falavam diariamente ao telefone.

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Do Terra

A mãe do técnico Tite, dona Ivone Bacchi, morreu na tarde deste sábado, 9, no distrito de São Brás, em Caxias do Sul (RS). A morte da senhora de 83 anos ocorreu devido a causas naturais. Ainda não há informações sobre o velório e sepultamento.

Ivone Bacchi, mãe do técnico Tite (Foto: Reprodução / RBS TV / Estadão Conteúdo)

As primeiras homenagens começaram ainda na tarde deste sábado. Antes do início entre Caxias do Sul e Juventude, no Estádio Alfredo Jaconi, os jogadores fizeram um minuto de silêncio. Tite foi técnico do Caxias e campeão do Campeonato Gaúcho em 2001.

Dona Ivone foi uma das grandes incentivadoras da carreira do técnico da seleção brasileira. Durante a Copa do Mundo da Rússia, no ano passado, ela recebia ligações do filho diariamente e assistia aos jogos da seleção. Mas nem sempre foi assim. No início, a preocupação com o resultado do jogo do time do “Ade” – como a família se refere a Tite – a deixava nervosa, e ela evitava a todo custo assistir aos jogos.

As revelações foram feitas em entrevista exclusiva ao Estado, em agosto de 2017. Ela contou que reconheceu a vocação do filho para o futebol desde cedo, assim como a insistência de Tite em seguir carreira. O pai de Tite, Tenor Bachi, morreu em 2009, aos 74 anos, quando Tite era o técnico do Inter.

Muito ligado à família, o treinador sempre diz que só teve sucesso graças ao apoio dos pais. Quando Tite foi apresentado como técnico do Brasil, em 2016, ele se emocionou ao falar sobre o momento em que deu a notícia para a mãe. “Eu disse: ‘Mãe, seu filho é o técnico da seleção brasileira’. Ela começou a chorar e me deu bênção”, contou o treinador, que ganhou uma camisa da seleção com o nome da mãe nas costas.

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