Twitter foi a grande a estrela das eleições norte-americanas

Para o especialista em marketing digital e político, Gabriel Rossi, é preciso parar de “juniorizar o uso do Twitter na política brasileira

Enquanto o Twitter foi a ferramenta mais utilizada pelos norte-americanos para fazer comentários sobre as eleições que reelegeram Barack Obama, aqui no Brasil a rede ficou um tanto quanto esquecida pelos políticos. “Aqui o uso das redes sociais, principalmente o Twitter, ainda é bastante “juniorizado” pelos políticos que, muitas vezes, colocam pessoas sem qualquer preparo estratégico para gerenciar suas contas.”

Rossi avalia que, nos EUA, os usuários de internet têm uma cultural digital maior que a dos brasileiros e que interagem muito mais quando o assunto é a política do país. “Cerca de 22% dos eleitores norte-americanos que utilizam o microblog disseram nele em qual candidato votaram, além de levantarem discussões durante os debates. No entanto, aqui no Brasil, as campanhas online ainda pecam pelo amadorismo e, por isso, são supérfluas.”

O estrategista ressalta que o microblog adquiriu força nos últimos anos como fonte para o que é abordado nas diversas mídias de imprensa. “Diferente de 2008, quando os usuários da rede comentavam o que liam no jornal ou viam na TV, agora são esses veículos que mostram tudo o que é comentado na web. E este cenário teve um papel fundamental na reeleição de Obama.” Rossi diz ainda que, diferente do Facebook que é mais voltado a informações pessoais e relacionamento com familiares e amigos, o Twitter tem a função de gerar e consumir informação.

Rossi também lembra de um segmento importante de eleitores.  “O Twitter está se tornando uma forte tendência entre os adolescentes que migram do Facebook . Eles gostam da natureza tempo real da plataforma e acreditam que ela não é habitada, diferentemente do Facebook, pelos seus pais e parentes mais velhos. Isso é uma tendência tanto nos EUA como no Brasil. O que os candidatos ainda não perceberam é que muitos desses jovens já estão em idade de voto ou poderão votar nas próximas eleições.” O estrategista sugere ainda que os políticos brasileiros se espelhem no profissionalismo das campanhas americanas se quiserem ter êxito nas próximas eleições.

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