Edição do FLIsol 2013 tem recorde de público

Segundo os organizadores o evento promoveu importantes discussões sobre o tema

Professores da Fema, Dr. Luiz Carlos Begosso, Celio Desiro, Me. Douglas S. Cunha, palestrante Francisco José Alves e o coordenador Prof. Dr. Alex Sandro Romeo de Souza Poletto.

O FLIsol – Festival Latinoamericano de Instalação de Software Livre, considerado o maior evento sobre o tema na América Latina teve como objetivo promover o uso de software livre, informando o público sobre a filosofia, alcance, avanços e desenvolvimento. Em Assis o FLIsol foi realizado pela Fema, por meio da Coordenadoria de Informática e neste ano contou com o apoio do Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema – Civap.

O evento ocorreu durante todo o dia 27, em Assis e em mais 20 países. Pela manhã dezenas de jovens participaram das oficinas e tutoriais que ocorreram nos Laboratórios de Informática da Fema. As oficinas e tutoriais foram ministradas pelos alunos de Informática da Fema e abordaram os temas: Instalação e configuração de Linux, Dual Boot e Virtual Box; Estrutura para instalação e configuração de Linux no computador do usuário; Configuração de Músicas, DVD e CD, Câmeras, Redes, Wireless); Instalação e uso do aplicativo LIBRE OFFICE; Configuração do WINE (Configuração de Jogos e outros). Tutoriais – Desenhos técnicos usando ferramenta CAD; Instalação e uso do aplicativo ownCloud(Servidor em Nuvem); Instalação e configuração de programas e jogos do windows pelo Wine; Introdução a Linguagem Python.

Professor da Fema Me. Douglas, coordenador do evento em Assis durante a abertura da palestra ao lado do engenheiro Francisco.

No período da tarde o engenheiro elétrico, Francisco José Alves ministrou palestras dedicadas ao público em geral com o objetivo de divulgar os benefícios, facilidades, mitos e perspectivas do software livre.

Segundo o palestrante Francisco existem atualmente softwares livres para quase todos os tipos de atividades. Para ele a pouca adesão está intimamente relacionada à falta de divulgação destes softwares. Francisco falou que todos que utilizam o computador ou notebook para textos ou planilhas utilizam automaticamente softwares em suas tarefas cotidianas, o que a maioria das pessoas não sabe que existem possibilidades de softwares livres para quase todas estas tarefas.

Segundo o palestrante a falta de divulgação faz com que a utilização dos softwares livres fique restrita a profissionais e técnicos como engenheiros, profissionais da tecnologia da informação e outros. Segundo ele o Linux é o software livre mais popular entre os usuários domésticos. E a diferença entre os softwares proprietários e o software livre está no código fonte. No software livre este código fonte fica a disposição na internet. Francisco fala que no software livre a receita do bolo fica disponível para todo mundo, o que segundo ele faz o sistema ser mais seguro e transparente se comparado aos proprietários, onde o usuário não sabe necessariamente o que está consumindo.

Francisco também comentou que o software livre não é um assunto restrito à área da informática. Citando-se como exemplo ele fala da diversidade profissional existentes nas comunidades de software livre. Francisco é engenheiro elétrico e segundo ele não possui nenhum conhecimento em programação, e mesmo assim utilizou durante seu mestrado softwares livres que o ajudaram na conclusão da sua dissertação tratou sobre motor a combustão.

Para ele usuários que não são da área de programação, além de utilizar softwares livres podem colaborar com a divulgação e no aperfeiçoamento dos mesmos. Para ele estes profissionais podem ajudar no desenvolvimento, elaborando manuais para os softwares livre existentes, traduzindo manuais de softwares de outros países, testando programas preliminares, divulgando experiências pessoais, informando erros aos desenvolvedores e outros.

Francisco ainda comentou que os Governos estão se apropriando da utilização e importância de softwares livres. Ele contou que no Brasil a utilização de softwares públicos na área pública foi incentivada pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul, sendo em seguida utilizada pelo Governo Federal na época do presidente Luís Inácio Lula da Silva. Hoje ele conta que muito outros estados já utilizam os softwares livres, a exemplo do Serviço Federal de Processamento de Dados – Serpro e do Programa Acessa SP que são divulgadores e usuários de softwares livres.

Para Francisco alguns mitos e obstáculos impedem a plena utilização dos softwares livres, mas a falta de divulgação das suas vantagens ainda são os maiores vilões do crescimento da utilização dos mesmos. E neste sentido a Fema tem cumprido sua parte, colaborando com o FLIsol  na divulgação dos softwares livres entre a comunidade e defendendo a liberdade e independência tecnológica.

Segundo a pesquisa online disponibilizada na página do evento no site da Fema o evento agradou muito aos participantes, já que 78,3% dos usuários avaliaram como ótimo o FLIsol, seguidos de 21,7% que consideraram o evento bom.

A direção da Fema agradeceu aos participantes e em nome do coordenador do curso de Informática, Prof. Dr. Alex Sandro Romeo de Souza Poletto e dos coordenadores do FLIsol Assis professores Ms. Douglas Sanches da Cunha e Célio Desiró parabenizou os organizadores e todos os colaboradores do evento, professores e alunos.

O FLIsol ainda contou com apoio do Consorcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema – Civap, que no dia do evento foi representado pela diretora executiva, Ida Franzoso de Souza. A Diretora assistiu a palestra de Francisco e ao final falou com o palestrante sobre a importância e necessidade em promover ações de divulgação e educação na utilização dos softwares livres ainda no ensino fundamental, quando as crianças iniciam seus conhecimentos em informática.

A Fema mais uma vez inova na apresentação das tendências tecnológicas aos seus alunos e comunidade em geral, com o oferecimento de cursos e serviços gratuitos. O evento também atribui a Fema uma representatividade mundial, na qual a Fundação participa deste importante Festival em parceria com outras instituições de ensino em mais 100 municípios brasileiros e mais 20 países.

Pela manhã dezenas de jovens participaram das oficinas e tutoriais que ocorreram nos Laboratórios de Informática da Fema

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