Confira algumas dicas da Polícia Rodoviária para viajar com segurança:
Ultrapassagem com segurança:
Existem maneiras seguras para ultrapassar outros carros sem colocar a segurança em risco. Ao volante, sempre que for realizar uma ultrapassagem você deve ter em mente:
– Mantenha a calma;
– Sinalizar é imprescindível para que outros motoristas percebam que vai executar a manobra;
– Verifique se há espaço e tempo suficientes para realizar a ultrapassagem.
Para aumentar ainda mais a sua segurança, fique atento:
– Sempre preste atenção nas faixas da pista e os seus significados, elas indicam se o trecho é seguro para ultrapassagens;
– Faixas contínuas dos dois lados: Indicam que os motoristas de ambos os sentidos não devem ultrapassar;
– Faixa tracejada em um dos sentidos: Sinaliza que apenas a faixa do lado tracejado é que pode realizar a manobra;
– Faixa tracejada nos dois sentidos: Veículos em ambas as faixas podem ultrapassar.
Direita ou esquerda?
– Sempre ultrapasse pela esquerda! Ultrapassar pela direita é proibido e pode causar sérios acidentes, pois o campo de visão pelo lado do passageiro é bem menor;
Distância segura:
– Mantenha sempre distância de pelo menos um carro do motorista à frente. Além de tempo e espaço em caso de frenagens bruscas, você terá maior campo de visão e distância para ganhar velocidade na hora de realizar a ultrapassagem.
Rodovias:
– Nunca ultrapasse em curvas ou subidas. Além de não ter visibilidade total da via, o motorista que está no outro sentido não sabe que você está executando a manobra.
Caminhões:
Sempre aguarde que o motorista entenda o que vai fazer e espere por sua sinalização. Preste muita atenção na hora de ultrapassar, pois os caminhões são veículos de grande porte e dificultam muito a visibilidade.
Cansaço, sono:
– O cansaço é responsável por 15% dos acidentes;
– Diminui os reflexos
– Reduz a capacidade de raciocínio
Os sinais de sonolência são os seguintes:
– Você começa a fazer força para se concentrar e manter os olhos abertos;
– A cabeça começa a pesar;
– Você não para de bocejar;
– A visão perde o foco e às vezes você sai da pista;
– Os pensamentos começam a ficar vagos e desconexos.
Embriaguez ao Volante:
Os motoristas que irão pegar a estrada com seus carros não devem ingerir bebida alcoólica nem antes e nem durante a viagem, além de medicamentos que possam afetar os sentidos.     Â
Vale lembrar:
Art. 165. Dirigir sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência:      (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
 Infração – gravíssima;       (Redação dada pela Lei nº 11.705, de 2008)
Penalidade – multa (dez vezes) e suspensão do direito de dirigir por 12 (doze) meses.        (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
Medida administrativa – recolhimento do documento de habilitação e retenção do veículo.
Parágrafo único. Aplica-se em dobro a multa prevista no caput (20 vezes) em caso de reincidência no período de até 12 (doze) meses.        (Redação dada pela Lei nº 12.760, de 2012)
LEI Nº 12.971, DE 9 DE MAIO DE 2014
Art. 302. Praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor: Â Â Â Â Â
§ 2º Se o agente conduz veículo automotor com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa que determine dependência…
Penas – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
Velocidade:
Você tem a obrigação de dirigir numa velocidade compatível com a segurança e condições da via, respeitando os limites de velocidade estabelecidas.                                      Â
Vale lembrar:
LEI Nº 12.971, DE 9 DE MAIO DE 2014
“Art. 308. Â Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente, gerando situação de risco à incolumidade pública ou privada:
Penas – detenção, de 6 (seis) meses a 3 (três) anos, multa e suspensão ou proibição de se obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor.
§ 1o  Se da prática do crime previsto no caput resultar lesão corporal de natureza grave, e as circunstâncias demonstrarem que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena privativa de liberdade é de reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, sem prejuízo das outras penas previstas neste artigo.
§ 2o  Se da prática do crime previsto no caput resultar morte, e as circunstâncias demonstrarem que o agente não quis o resultado nem assumiu o risco de produzi-lo, a pena privativa de liberdade é de reclusão de 5 (cinco) a 10 (dez) anos, sem prejuízo das outras penas previstas neste artigo.” (NR)
Manutenção antes da viagem:
Verique:
– Velas e cabos – Alguns fabricantes indicam que as velas devem ser examinadas a cada 10 mil km e os cabos trocados a cada 50 mil km. Qualquer falha neste sistema pode ocasionar desgaste prematuro e comprometer a vida útil de outros componentes;
Suspensão – O sistema de amortecimento e estabilidade do veículo é tão importante quanto o dos freios. Além dos amortecedores, as molas, as buchas, as bandejas, os pivôs e os terminais também merecem inspeção para evitar que você saia da sua rota;
Correia dentada – A substituição preventiva desse elemento, segundo os fabricantes, deve ser efetuada (em média) a cada 50 mil km. Mas uma verificação em cada 15 mil km pode apontar trincas e desgastes indicando a necessidade de troca. O rompimento desta peça pode danificar gravemente o motor;
Radiador – Respeite a data limite de troca do líquido de arrefecimento do motor. E peça para seu mecânico conferir o funcionamento da válvula termostática, do radiador, da bomba d’água, da ventoinha e dos marcadores de temperatura no painel;
Sistema elétrico, faróis e lâmpadas – Para viajar com segurança, é importante também fazer um check-up na bateria, no motor de partida, no alternador e em todas as lâmpadas e fusíveis do carro. Lembre-se, você pode pegar uma serra com neblina ou estrada em dia de chuva. E não deixe dispositivos elétricos funcionando por muito tempo, como o rádio, caso o motor esteja desligado;
Pneus – Mantenha os pneus calibrados, incluindo o estepe. Faça rodízio periódico para equilibrar os desgastes irregulares. O balanceamento é indicado quando você sentir vibrações no volante. Já o alinhamento, quando houver desequilíbrio direcional, ou na troca do conjunto;
Combustíveis e lubrificantes -Â Abasteça em postos conhecidos por você e não deixe o combustível muito tempo parado no tanque antes de pegar a estrada;
Filtros de ar, óleo e combustível – Efetue a troca desse sistema conforme indicado no manual do proprietário. Trocar o óleo, por exemplo, sem a troca do filtro, diminui a vida útil do lubrificante;
Limpador de para brisas – Cheque se as lâminas e as borrachas estão em bom estado e se os encaixes das hastes estão seguros. Lave a borracha das palhetas apenas com água;
Freios – O nível do fluído de freio e possíveis vazamentos devem sempre ser checados. Se houver ruídos, trepidações, perda de eficiência ou pedal duro, peça uma avaliação mais minuciosa.
Uso do cinto de segurança:
– A função do cinto de segurança é evitar que os ocupantes dos veículos se choquem contra as partes do mesmo ou contra outros passageiros. É um item obrigatório de segurança, por isso, para garantir que funcione com eficiência, é necessário que passe por manutenções periódicas.
– Os defeitos mais comuns do cinto de segurança são: danos na cinta ou problemas no fecho. É importante observar se o tecido não está desgastado e se o cinto não está frouxo, pois no caso de uma colisão, ele pode não funcionar da maneira esperada.
Verifique também se a trava está exercendo bem a sua função. No caso de cintos retráteis, uma boa dica é puxar a parte diagonal com rapidez para ver se o cinto está travando ou se o sistema de recolhimento está adequado. O fecho também não pode ficar de fora: o cinto precisa encaixar com facilidade e travar, bem como ser destravado corretamente quando acionado.
– Além disso, quando o veículo sofre uma colisão, o cinto recebe uma carga de esforço, e é necessário verificar as condições em que ficou o equipamento. Se for preciso, faça a troca do cinto em estabelecimentos confiáveis e informe-se se o novo equipamento é compatível com as especificações do seu veículo e se possui certificado de qualidade.
– A vida útil do cinto de segurança depende das condições a que o carro é exposto, e também do uso correto do item. Não se esqueça de usá-lo sempre, pois o item diminui as consequências de acidentes e pode salvar vidas!
– O uso do cinto de segurança é obrigatório e fundamental para todos os integrantes do veículo. Bebês e crianças pequenas devem ser transportadas com o equipamento adequado.                          Â
Motociclista:
Já os motociclistas não podem esquecer dos itens de segurança necessários, tais como capacete e luvas, além de respeitar sempre a sinalização de trânsito e ter cuidado redobrado ao trafegar em vias de grande circulação.
Traçar o itinerário de sua viagem:
Outra boa dica é fazer o trajeto de todos os lugares que visitará, assim evitará atrasos, gasto desnecessário e aborrecimento.
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