
(Foto: Minervino Junior/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF.)
Em uma clara reação à movimentação em campo aberto do prefeito João Doria para se cacifar como candidato a presidente da República nas eleições de 2018, o governador Geraldo Alckmin disse que “não seria ruim fazer um tira-teima contra Lula em 2018”.
Em 2006, O tucano enfrentou o petista na disputa presidencial, mas foi derrotado no segundo turno. A declaração do governador foi feita em um encontro suprapartidário na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, organizado pelo Instituto Teotônio Vilela, braço teórico do PSDB, e que reuniu também líderes do PP e PMDB do estado.
No evento, o governador fez um discurso que, em alguns momentos, parecia endereçado ao prefeito de São Paulo. Além de citar o desejo de um “tira-teima de 2006”, Alckmin fez questão de se posicionar de forma conciliadora: “Vejo aqui a civilidade que a política deve ter. Política não é campo de boxe”. A fala foi interpretada como uma oposição aos ataques que Doria tem feito aos seus adversários políticos. No mês passado, em um evento realizado em São Bernardo, o prefeito se referiu ao ex-presidente Lula como “mentiroso” e “sem-vergonha” e chamou a presidente cassada Dilma Rousseff de “anta”.
O anfitrião do encontro em Florianópolis foi o senador Paulo Bauer (PSDB-SC), que não poupou elogios e menções a uma possível candidatura de Alckmin à Presidência. “Torcer pelo Brasil hoje é torcer por Alckmin.” O vice-governador de Santa Catariana, Eduardo Pinho Moreira (PMDB-SC), seguiu o mesmo tom de pré-campanha. “Qualquer situação política que aconteça em 2018, eu estarei com o senhor, na sua campanha para a Presidência da República”, disse.
Na sexta-feira, Alckmin esteve em Porto Alegre, em uma palestra para empresários. Na ocasião, foi mais direto em suas alfinetadas ao prefeito de São Paulo. Alckmin afirmou que o pleito de 2018 “será a eleição da experiência”. Em uma indireta ao afilhado político, que disputou sua primeira campanha em 2016 e se apresenta como a inovação, Alckmin disse que o novo “é defender o interesse do Brasil”. “O novo é em relação à idade? Ter 30, 50, 70 anos? É não ter sido candidato? Eu acho que o novo é defender o interesse do Brasil.”
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