
O pequeno Rhuan Maicon, de 9 anos, encontrado morto na madrugada deste sábado (1) em Samambaia, no Distrito Federal, foi sequestrado há cinco anos pela mãe, Rosana Auri da Silva Cândido, de 27 anos, do Acre. A informação foi repassada ao G1 pela família do pai do menino.
O corpo de Rhuan foi achado esquartejado dentro de uma mala na quadra QR 425 de Samambaia. A suspeita é de que a mãe do menino, Rosana, tenha cometido o crime com a ajuda da companheira dela, Kacyla Pryscila Santiago Damasceno Pessoa, 28. As duas estavam em casa quando a polícia chegou e foram presas.
Abalado com a notícia, o eletricista e avô da criança, Francisco das Chagas, mais conhecido por Chaguinha, falou que Rosana teve um relacionamento com o filho dele, mas que nunca cuidou do menino e ele foi criado até os quatro anos pela família do pai.

Porém, em 2014, Rosana teria fugido do estado acreano com a criança e a companheira. O pai de Rhuan tinha a guarda da criança dada pela Justiça do Acre.
“Ela ficou dentro da minha casa desde a gravidez, ficou com meu neto e cuidei dele até os quatro anos. Ela vivia com essa outra mulher, tinha separado do meu filho. Nunca cuidou do menino”, explicou.

Fuga
Ainda segundo Chaguinha, a família registrou um boletim de ocorrência em Rio Branco após o sumiço do garoto. O eletricista conta que fez buscas em várias cidades do país para tentar encontrar o neto.
“Tivemos na delegacia e Conselho Tutelar de Anápolis [GO], reviramos tudo e ela fugiu para Palmas, no Tocantins. Lá fizeram um roubo, foram para Trindade e depois Brasília [DF]”, revelou.
O eletricista diz ainda que Rosana sempre fugia para outro estado ao saber que a família do menino estava na região. De acordo com ele, a mãe tinha mandado de prisão por roubo.
“Vivia roubando as coisas. Tem de dois a três mandados de prisão em Palmas, Trindade e Anápolis também por roubo. Não tenho palavras para dizer, amava me neto de todo coração e essa dor nunca vai passar”, lamentou.

Chaguinha explicou que a família não deve ir até Samambaia para buscar o corpo do menino. Ele afirmou também que soube da morte do neto através da filha mais velha, que viu em um site de notícias.
“Não tem como a gente ir para lá. Acabou. Pra mim, ela [Rosana] é um monstro, não é um ser humano, não são pessoas, são dois monstros. Uma pessoa que faz um negócio desse não é de Deus”, diz.
Emocionado, o eletricista falou da paixão que tinha por Rhuan e diz desconhecer o motivo para a barbaridade.
“Nem imagino o motivo que fez isso com o próprio filho. Nunca cuidou dele, quem cuidava era eu e a avó dele. Tenho outros netos, mas ele era minha paixão. Pedimos por justiça, mas sabemos como funciona. Essas pessoas que matam criança matam pai, mãe, tudo”, concluiu.


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