E surgiu…
Em meio às lojas badaladas
E decoradas pela chegada de mais um Natal.
Um garoto carente, tímido e triste
Observando deslumbrado, fascinado e encantado
Tudo que via a sua volta.
Admirado com tanta beleza, ficava apontando e passando os dedinhos
Nas vidraças enfeitadas
De um grande Shopping Center da cidade.
De loja em loja, de vitrine em vitrine,
Ficava olhando o brilho das luzes coloridas das árvores de natal
As guloseimas de darem água na boca
E a infinidade e diversidade de brinquedos expostos.
Provavelmente imaginando
E sonhando com a possibilidade de brincar com um deles.
Assustado e surpreso,
Com a chegada de um segurança da loja
Saiu correndo, deixando cair de suas mãozinhas
Um pedacinho de papel.
Provavelmente, onde deveria estar escrito
O presente que gostaria de ganhar.
Aquele garoto andarinho,
Provavelmente represente o amor, o carinho, a amizade e a paz interior
Que não conseguimos encontrar.
Nem tão pouco comprar,
Por mais dinheiro que tenhamos, em nossa conta corrente.
Mas que deveríamos ter
Para sair distribuindo gratuitamente,
De uma forma espontânea, partilhada, despojada e fraterna.
Algo como um brinquedo, uma roupa, uma cesta básica, um calçado…
Que pudesse ajudar os mais necessitados.
O natal é uma festa de amor, de confraternização, de alegria e de esperança
Que o “Menino Jesus” transmitiu ao seres humanos
Ao nascer em uma simples manjedoura.
O mais importante nesta época,
Não é uma guirlanda de natal dependurada na porta da casa
Uma árvore de Natal toda iluminada na sala
Ou um Papai Noel dançando e cantando Jingle Bells em uma mesinha de canto.
Com o objetivo apenas de decorar e valorizar o ambiente
E a consciência mais tranquila.
Mas o que deveria prevalecer na realidade,
Era a simples e singela simplicidade do Papai Noel.
Mesmo que fictício para os adultos
Apesar de que um dia também esperamos pela chegada do bom velhinho.
Desejar a todos de coração e de braços abertos
Um eterno e Feliz Natal…
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