Contra o COVID-19, informação é a melhor saída para o combate às fake news

O número de casos confirmados e de mortes causadas pelo COVID-19, o coronavírus, não param de crescer em todo o mundo. No Brasil, as medidas necessárias para evitar o avanço da doença já estão sendo tomadas, como o isolamento social e o esclarecimento de medidas preventivas para evitar a contaminação. Porém, notícias falsas, ou fake news, como são conhecidas, têm tomado espaço nos aplicativos de mensagens e nas redes sociais.

Desde o surgimento do COVID-19, as notícias sobre a doença têm assustado a população. “Muitas informações são divulgadas a todo momento, mas é importante saber que nem tudo é verdade. Procurar a fonte é indispensável”, afirma Paulo Agneis, professor do curso de Direito da Faculdade Anhanguera de Assis. Para ajudar no esclarecimento sobre a doença, o Ministério da Saúde criou uma página dizendo o qué verdadqunãé.

Paulo também explica que há diversas formas de saber se uma notícia é verdadeira. “É preciso verificar em sites de referência e de conhecimento de todos, como veículos de comunicação confiáveis, sites internacionais e principalmente órgãos públicos, sem esquecer de pesquisar diretamente na fonte da notícia. No caso do coronavírus, o recomendado é checar as informações que chegarem sem fonte, pelas redes sociais, por exemplo, no site do Ministério da Saúde. Lembrando que informações que não são verdadeiras, não devem ser levadas em consideração.

O professor e advogado alerta ainda que, em algumas situações, divulgar notícias falsas pode ser crime. “Alarmar sobre desastre ou perigo inexistente e praticar qualquer ato capaz de produzir pânico ou tumulto é considerado contravenção penal e pode gerar prisão ou multa (LCP – art. 41). O importante é sempre se informar para garantir que estamos seguindo os procedimentos corretos e colaborarmos para o controle da pandemia”, afirma.

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