Assis e outras 16 cidades são alvos de operação da Polícia Federal

Operação envolveu 400 policiais, foram expedidos mandados de prisão em 7 estados. Além das detenções, foram executados 81 mandados de busca e apreensão.

Quadros apreendidos pela Polícia Federal durante a operação Lava-Jato (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta segunda-feira (17) para desarticular diversas quadrilhas que usavam um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo operações no mercado clandestino de câmbio.

Carro apreendido pela Polícia Federal durante a operação Lava-Jato, que expediu mandados de prisão de 47 pessoas por lavagem de dinheiro (Foto: Divulgação/Polícia Federal)

Ao todo, foram expedidos 47 mandados de prisão preventiva, temporária ou condução coercitiva, em seis Estados e no Distrito Federal.

A operação foi batizada de “Lava-Jato”, porque um dos envolvidos usava uma lavanderia e um posto de combustível como fachada. Os grupos, segundo a PF, teriam realizado movimentações atípicas que somam R$ 10 bilhões, lavando dinheiro para pessoas físicas e jurídicas ligadas a crimes como tráfico internacional de drogas, corrupção de agentes públicos, sonegação fiscal, evasão de divisas, extração, contrabando de pedras preciosas e desvios de recursos públicos, entre outros.

Os mandados de prisão foram emitidos pela Justiça Federal do Paraná.

A operação envolve 400 policiais nas cidades de Curitiba, São José dos Pinhais, Londrina e Foz do Iguaçu, no Paraná; São Paulo, Mairiporã, Votuporanga, Vinhedo, Assis e Indaiatuba, no Estado de São Paulo; Brasília, Águas Claras e Taguatinga do Norte, no Distrito Federal; Porto Alegre (RS); Balneário Camboriú (SC); Rio de Janeiro (RJ); e Cuiabá (MT).

Também estão sendo cumpridos 81 mandados de busca e apreensão, além de ordens de sequestro de imóveis de alto padrão, apreensão de patrimônio e bloqueio de dezenas de contas e aplicações bancárias.

O esquema
De acordo com a PF, o esquema funcionava em três etapas. Na primeira, as organizações criminosas de diversos segmentos, como tráfico de drogas, contrabando de pedras preciosas, corrupção e desvio de recursos públicos, procuravam doleiros para ‘lavar o dinheiro’.

Na segunda, os doleiros, localizados em Estados como São Paulo, Paraná e no Distrito Federal, utilizavam empresas de fachada na China e Hong Kong para simular operações de importação e exportação e enviar o dinheiro para fora do país, o que dava uma aparência de legalidade às transações.

A terceira e última etapa começava depois que o dinheiro chegava à China. Os recursos eram reenviados aos criminosos por meio de transferências para contas no exterior ou mesmo no Brasil.

A PF informou que no caso das quadrilhas envolvidas com o tráfico internacional de drogas, as remessas ilegais eram utilizadas para comprar drogas fora do país.

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