Polícia deflagra operação contra pornografia infantil

Segunda fase da Operação prendeu pelo menos 29 pessoas na região. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados e eles não têm direito à fiança.

Eu vi as imagens e certamente trata-se de uma doença”, afirmou Frazão (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Realizada em todo o estado de São Paulo, a segunda fase da Operação Peter Pan da Polícia Civil prendeu pelo menos 29 pessoas somente na região Centro-Oeste Paulista durante esta sexta-feira (2).

Em Marília, foram presos dois homens por armazenar, manter ou disponibilizar pornografia infantil. Foram presos em flagrante um administrador e um técnico em radiografia, na Zona Oeste e na Zona Leste do município.

Na região, um funcionário público municipal foi preso em Garça e um arquiteto em Vera Cruz. Todos devem ser levados para a Unidade Prisional de Barra Bonita, onde permanecerão à disposição da Justiça.

Os nomes dos envolvidos não foram divulgados e eles não têm direito à fiança.

Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na região, três em Marília e outros dois nos municípios citados. Ao todo foram apreendidos 6 CPUs, 5 notebooks, 4 celulares, 16 pen drives, 6 cartões de memória, 6 HDs externos, 1 disco rígido, além de CDs e DVDs.

Em coletiva de imprensa, o delegado seccional Wilson Frazão disse que desde março a Polícia Civil do Estado de São Paulo faz treinamento com um software capaz de identificar a troca desse tipo de arquivo.

Policiais da região participaram desse processo na capital e desde então é preparada a ação deflagrada nas primeiras horas da manhã de sexta-feira em 100 pontos de todo o Estado.

“Eu vi as imagens e certamente trata-se de uma doença”, afirmou Frazão. De acordo com ele, os aparelhos apreendidos vão ser esmiuçados. “Ainda não verificamos tudo, por enquanto só identificamos a existência desse material para fazer o flagrante”. Entre as imagens, crianças com cerca de três anos praticando sexo.

De acordo com o delegado, os suspeitos utilizam software de transferência de arquivos. O sistema utilizado pela Polícia Civil na investigação é capaz de verificar quem está fazendo essas trocas e o provedor fornece, sob determinação Judicial, o endereço para os policiais realizarem as buscas.

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