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Polícia

Humorista Evandro Santo é agredido em Marília e fala em homofobia

Humorista fez uma publicação nas redes sociais contando o episódio

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Evandro Santo levou um soco no rosto após show de humor (Foto: Divulgação)
Evandro Santo levou um soco no rosto após show de humor (Foto: Divulgação)

O humorista Evandro Santo, conhecido por seu personagem Cristian Pior, foi agredido após a apresentação de um show em Marília na noite desta sexta-feira (18). O ator afirma que se trata de um caso de homofobia.

O agressor teria participado de uma interação com Evandro no palco, o chamado “Tinder Humano”. Mas a confusão não aconteceu naquele momento, segundo o artista que diz ter levado um soco no rosto ao sair do banheiro.

Evandro promete registrar o caso na polícia e processar o agressor. Na manhã deste sábado (19) ele fez duas publicações em suas redes sociais comentando o ocorrido. Veja abaixo o relato na íntegra feito por Evandro:

Primeira postagem

Esta não é uma foto bonita e nem legal. Esta foto mostra o quanto devemos ter cuidado com pessoas com aparência “normal”, porque o ódio e a homofobia não tem cara. Viemos ontem fazer nosso show em Marília, na @aguadocemarilia um local que nos recebeu super bem, com todo o carinho e respeito e profissionalismo, do começo ao fim.

Como todos que viram já o meu show, ele é interativo e as pessoas sobem no palco e dão risadas e sobem porque querem. Quem não quer não sobe.

O show transcorria super bem, até que chega a hora do “Tinder humano” e todos os meus amigos da comédia sabe que funciona.

Quando pedi um rapaz solteiro, na hora um rapaz chamado Pedro, se prontificou a subir para fazer o Tinder com outra moça que sempre pode acabar em um “beijo” ou “selinho”.

Ele super aceitou bem, fez o Tinder, ganhou um selinho meu, deu risada assim como a moça ganhou um meu e deu risada.

Saiu do palco de boa, o público que era muito educado, participativo e carinhoso pediu para eu ficar mais, agradecemos a cada, a #jovempanmarilia, pedi dez minutos para descansar e depois como sempre tirar as fotos.

 Saí, fui no banheiro, e quando saí, um rapaz falou: “ O Pedro está vindo ao banheiro”. E eu: uai, e daí. Quando saí do banheiro do nada, o cara apareceu, o mesmo que participou por vontade própria e me deu um baita soco na boca, no qual obviamente eu não reagi. Tanto a boca quanto ao nariz sangraram. Na hora virou um tumulto no banheiro, gente separando o cara, um cara ficou puto e disse para o pai dele: Você trouxe o seu filho para fazer isto com o artista? Chegou uma moça super prestativa e fizeram um paredão para eu sair. Saí tão passado que fui direto para o hotel. Não apanho desde os 13 anos de idade, por qualquer motivo. Acordei péssimo pensando em deixar pra lá e ir logo para casa. Mas não. Vou na delegacia fazer o B.0 e vou fazer todos os processos possíveis do mundo por agressão, homofobia e covardia. Por que o cara não me bateu no palco? Por que esperou eu ir no banheiro e estar sozinho? Deve ser algum poderoso da cidade? Pode ser. Mas sou figura pública é isto poderia acontecer com qualquer amigo meu da comédia. Gente, quem não curte comédia ou humor, não frequentem shows

Segunda postagem

Não frequentem comédias, enfim. Fiquei sabendo agora que ele acabou de sair de uma clínica de reabilitação. Isto não é desculpa. Conheço um monte de dependentes ou ex dependentes que não agridem ninguém. Cabia então alguém da família cuidar do moço, não deixar ele subir no palco ou participar devido a sua suposta saúde mental. Alguém vai responder sobre este crime real. Eu sei que vai ter um monte de haters falando “bem feito”, Vc isto ou aquilo. São só pessoas falando na Internet. Este sim é um verdadeiro HATER o que agride as pessoas. Não quero saber. Vou até o fim com todos os processos possíveis. Em nome do respeito ao próximo, a não violência do próximo e a anti homofobia. Vou agora na delegacia e vou atrás dos meus direitos. Enfim, vida que segue. Evandro Santo.

Evandro Santo levou um soco no rosto após show de humor (Foto: Divulgação)

Evandro Santo levou um soco no rosto após show de humor (Foto: Divulgação)

Polícia

Professor da Unesp é esfaqueado e diz ter sido vítima de racismo no Dia da Consciência Negra: ‘Fui chamado de macaco’

Segundo a PM, confusão entre o docente do curso de jornalismo no campus de Bauru (SP) e um homem aconteceu em um supermercado. Vítima sofreu dois cortes e caso será investigado.

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Do G1
Em frente ao Plantão da Polícia Civil, o professor da Unesp mostra a camisa ensanguentada pelos golpes que recebeu — Foto: TV TEM/Reprodução

Em frente ao Plantão da Polícia Civil, o professor da Unesp mostra a camisa ensanguentada pelos golpes que recebeu — Foto: TV TEM/Reprodução

Um professor do curso de jornalismo da Unesp no campus de Bauru (SP) relatou nas redes sociais que foi atacado a golpes de canivete na tarde desta quarta-feira (20) durante uma confusão nas proximidades um supermercado da cidade. Juarez Xavier ainda revelou sua revolta pelo fato de, no Dia da Consciência Negra, ter sido chamado de “macaco” por seu agressor.

Segundo a Polícia Militar, o desentendimento aconteceu entre o professor e um homem que, segundo a PM, estaria “aparentemente embriagado”.

Na discussão, ainda de acordo com a PM, o homem teria feito ofensas de cunho raciais ao professor, que é negro, e os dois entraram em luta corporal.

Durante a briga, o homem sacou de um canivete e desferiu dois golpes contra o professor, que foi atingido no ombro e no braço. Sua camisa acabou ensanguentada.

De acordo com o relato da PM, o professor sofreu ferimentos superficiais. Já o suspeito das agressões, que inicialmente foi contido por pessoas que viram a confusão, acabou preso por policiais militares que estavam na região. Ele foi encaminhado para o plantão da Polícia Civil, onde a ocorrência está sendo registrada.

O professor foi encaminhado para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Núcleo Geisel, onde recebeu pontos nos dois cortes que sofreu. Depois, ele seguiu para a delegacia para fazer a denúncia das agressões.

Professor Juarez Xavier é coordenador do Núcleo Negro Unesp para a Pesquisa e Extensão — Foto: TV TEM/Reprodução

Professor Juarez Xavier é coordenador do Núcleo Negro Unesp para a Pesquisa e Extensão — Foto: TV TEM/Reprodução

Vítima de racismo
O professor Juarez Xavier é militante do movimento negro. Com mestrado e doutorado pela USP, ele é professor da Unesp Bauru e coordenador do Núcleo Negro Unesp para a Pesquisa e Extensão (Nupe).

Ao G1, ele relatou sobre preconceito que sofreu quando era aluno e também quando teve sua primeira experiência de ser vítima de racismo como professor, em 2015. A frase “Juarez macaco” foi achada em um dos banheiros da Unesp Bauru.

Na época, segundo o professor, o que mais marcou foi o fato de que as pichações foram achadas no banheiro contra ele e também contra mulheres negras.

“Foi a covardia do ato que me marcou. Pichação no banheiro da universidade, com ofensas extensivas às ou aos estudantes e ao pessoal da limpeza. A forma vil e agressiva contra mulheres simples, trabalhadoras braçais”, afirmou na época.

Após as pichações, uma comissão de professores na Unesp foi formada para investigar as frases encontradas no banheiro. Os professores ouviram algumas pessoas durante quatro meses, mas não identificaram os autores.

Mensagens racistas foram escritas em um banheiro da Unesp em Bauru — Foto: Juarez Tadeu de Paula Xavier / Arquivo pessoal

Mensagens racistas foram escritas em um banheiro da Unesp em Bauru — Foto: Juarez Tadeu de Paula Xavier / Arquivo pessoal

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Falecimento

Adolescente morre após passar mal dentro da sala de aula em escola de Ourinhos

Jovem foi socorrido para a UPA, mas não resistiu; família diz que menino não tinha problemas de saúde.

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Do G1
Adolescente morre após passar mal dentro da sala de aula em escola de Ourinhos — Foto: Facebook/Reprodução
Adolescente morre após passar mal dentro da sala de aula em escola de Ourinhos — Foto: Facebook/Reprodução

Um adolescente de 15 anos morreu depois de passar mal dentro da sala de aula, na manhã de terça-feira (19), em uma escola estadual de Ourinhos (SP).

De acordo com a dirigente regional de ensino, Silvia Cantarini, o aluno estava tendo aula de matemática na Escola Domingos Camerlingo Caló e resolvia exercícios em dupla com um colega, quando passou mal.

“O aluno que estava ao lado dele sentiu que ele se recostou sobre ele. O aluno tentou tirá-lo e ele caiu no chão. A professora já foi socorrê-lo porque viu que ele estava passando mal e chamou socorro”, relata Silvia.

Aluno estava tendo aula na Escola Domingos Camerlingo Caló quando passou mal — Foto: Reprodução/TV TEM

Aluno estava tendo aula na Escola Domingos Camerlingo Caló quando passou mal — Foto: Reprodução/TV TEM

Com isso, a vice-diretora e o agente de organização da escola, que é formado em fisioterapia, foram até a sala de aula e, juntamente com uma fisioterapeuta que estava na instituição para uma palestra sobre a dengue, realizaram os primeiros socorros.

“O Samu foi acionado e foi direcionando os primeiros socorros. Foi perguntando se ele estava com a boca roxa, se ele estava salivando, e o fisioterapeuta já percebeu que ele não estava respirando. Ele foi fazendo uma massagem cardíaca e, ao mesmo tempo, a moça foi fazendo respiração boca a boca”, explica a dirigente de ensino.

Segundo ela, os funcionários fizeram tudo o que estava ao alcance deles para tentar reanimar o adolescente. A família também foi avisada e acompanhou o jovem até a Unidade de Pronto Atendimento da cidade, onde ele recebeu injeções de adrenalina. No entanto, Willian André Basílio Fortunato da Palma não resistiu e morreu.

Adolescente foi velado por amigos e familiares na manhã desta quarta-feira (20) no Velório Municipal de Ourinhos — Foto: Reprodução/TV TEM

Adolescente foi velado por amigos e familiares na manhã desta quarta-feira (20) no Velório Municipal de Ourinhos — Foto: Reprodução/TV TEM

Ele foi enterrado na manhã desta quarta-feira (20) no Cemitério Municipal de Ourinhos. A família diz que desconhece o fato do menino ter qualquer tipo de problema de saúde. Agora, a polícia aguarda o resultado dos exames para saber a causa da morte do adolescente.

“Foi uma fatalidade, uma morte súbita. Ele era um bom menino, alegre, convivia muito bem com todos, não tinha nenhum problema de convivência, gostava de jogar ping pong… Ele estudava lá desde o 6º ano”, lamenta Silvia.

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Polícia

Jovem é agredido em Tupã e alega homofobia: ‘Disseram que ‘viado’ tinha que morrer’

Vítima relatou à polícia que se desentendeu com um jovem em um baile funk e no dia seguinte, rapaz e amigos o agrediram. Caso foi registrado como lesão corporal e é investigado pela DIG.

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Do G1
Jovem registra BO após ser agredido por grupo em Tupã; ele alega homofobia — Foto: Arquivo pessoal
Jovem registra BO após ser agredido por grupo em Tupã; ele alega homofobia — Foto: Arquivo pessoal

Um jovem de 25 anos registrou um boletim de ocorrência depois de ser agredido por um grupo em Tupã (SP). Segundo o rapaz, as agressões ocorreram por ele ser homossexual. O caso teria ocorrido na última sexta-feira (15) e a vítima passou por corpo de delito nesta segunda-feira (18).

De acordo com o registro da Polícia Civil, a vítima relatou que se desentendeu com um rapaz em um baile funk, na noite de quinta-feira (14). Ao G1, o jovem, que não quis se identificar, disse que foi um caso de homofobia.

“O rapaz estava na festa e falou que eu estava me esfregando nele. Eu sou gay e gosto de dançar, de me divertir. Aí ele pegou e deu três murros nas minhas costas. Quando virei de frente, descontei e ficou por isso mesmo”, lembra o jovem.

Rapaz teve lesões no corpo e no rosto, devido às agressões sofridas em Tupã — Foto: Arquivo pessoal

Rapaz teve lesões no corpo e no rosto, devido às agressões sofridas em Tupã — Foto: Arquivo pessoal

Ainda segundo o boletim de ocorrência, na sexta-feira, o rapaz com quem a vítima tinha se desentendido no dia anterior o encontrou em uma choperia da cidade, na Avenida Tamoios, e os dois tiveram uma nova discussão.

O rapaz estava acompanhado de dois amigos, um homem e uma mulher, que também se envolveram na confusão. De acordo com o registro, a vítima foi agredida com arranhões, chutes e ‘gravatas’, sofrendo diversas lesões.

Vítima de 25 anos disse ao G1 que foi agredida por homofobia — Foto: Arquivo pessoal

Vítima de 25 anos disse ao G1 que foi agredida por homofobia — Foto: Arquivo pessoal

“Um dos caras falou que ‘viado’ tinha que morrer, que tinha que apanhar mesmo. Aí me levaram para o meio da rua e começaram a me bater”, contou a vítima ao G1.
Segundo o registro, o jovem foi socorrido para a UPA e, quando saiu do local, teve uma crise convulsiva e desmaiou, sendo levado para a Santa Casa para atendimento médico. A vítima recebeu alta e se recupera em casa.

O boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal e o caso é investigado pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG). De acordo com a delegada Milena Davoli, são realizadas diligências para tentar identificar os agressores e a motivação do crime também é apurada.

* Colaborou com a supervisão de Mariana Bonora.

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