MP abre inquérito para apurar denúncia de que esposas de PMs teriam tomado vacina contra Covid

Aplicação teria ocorrido no batalhão de Assis durante imunização dos profissionais de segurança pública. Segundo a promotoria, policiais aposentados e afastados também estão sendo investigados.

Vacinação contra Covid foi realizada na sede do Batalhão em Assis — Foto: Facebook/ Reprodução

Vacinação contra Covid foi realizada na sede do Batalhão em Assis — Foto: Facebook/ Reprodução

O Ministério Público instaurou inquérito civil para apurar a responsabilidade dos oficiais suspeitos de terem autorizado ou beneficiado parentes, além de policiais aposentados ou afastados, furando a fila de vacinação contra a Covid-19 no 32º Batalhão da Polícia Militar em Assis (SP).

Dois oficiais foram afastados de suas funções depois que uma sindicância foi aberta para investigar a denúncia de que esposas de PMs teriam recebido a vacina contra a Covid-19.

Segundo a promotoria, foram solicitados dados complementares. A PM tem 15 dias para repassar as informações. A partir disso, através do inquérito aberto em 29 de abril, a promotoria vai investigar se houve irregularidades e quem foram os responsáveis.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que prestou todas as informações solicitadas ao Ministério Público Estadual, que as apurações prosseguem e a Instituição aguarda novas informações do MPE.

A Polícia Militar reforçou que não compactua com quaisquer desvios de conduta e todas as irregularidades que surgirem serão julgadas dentro do devido processo legal.

Sindicância

Em 14 de abril, dois oficiais do batalhão foram afastados de suas funções depois que uma sindicância foi aberta pelo Comando de Policiamento do Interior da região de Presidente Prudente (SP) para investigar a denúncia de que esposas de policiais de Assis teriam recebido a vacina contra a Covid-19.

Segundo a denúncia, as mulheres teriam recebido a dose durante a imunização realizada no batalhão para os profissionais de segurança, no início do mês. No entanto, elas ainda não teriam direito de receber a vacina nessa fase da campanha.

Na ocasião, o Comando de Policiamento informou que “recebeu com perplexidade a informação de que familiares de policiais teriam recebido doses da chamada ‘xepa’ (algumas doses restantes de três frascos já abertos ao final das atividades de vacinação), contrariando determinações”.

De acordo com a PM, a operação de vacinação dos profissionais de segurança pública exigiu minucioso planejamento e primorosa execução para imunizar mais de 140 mil agentes em 83 postos de vacinação nos quartéis em 10 dias.

A Secretaria de Saúde de Assis informou que a organização da imunização da segurança pública não foi de responsabilidade do município. Mas que foi solicitado auxílio na aplicação das doses no Batalhão porque não havia profissionais treinados, mas que todo direcionamento, organização, pré-cadastro e registro das doses era de responsabilidade da polícia e da penitenciária.

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