[dropcap]O[/dropcap] funcionário do Departamento de Água e Esgoto de Marília (DAEM) que morreu na manhã desta terça-feira (4) enquanto realizava um serviço na zona norte da cidade ficou soterrado por 15 minutos, diz o colega de trabalho que estava com a vítima no momento da ocorrência.
Edson Alves da Silva, de 46 anos, fazia a troca de uma rede de esgoto danificada quando parte da terra desabou sobre ele. O corpo dele está sendo velado nesta quarta-feira (5) na zona norte de Marília e o enterro está marcado para as 15h30.
O homem foi retirado do buraco onde ficou soterrado embaixo de um metro de terra e chegou a receber atendimento. Edson, que trabalhava no Daem há 22 anos, estava com parada cardiorrespiratória e morreu no local.
Segundo os funcionários da equipe, o trabalho já estava perto do fim quando o barranco começou a ceder. Eles ainda tentaram avisar o colega, que não conseguiu sair a tempo.
“Faltava só acabar de emendar o cano. Só que quando o pessoal de cima percebeu que estava caindo, gritou com ele: ‘o barranco’. Quando veio para cima dele o barranco, ele subiu na escada, mas escorregou e não deu tempo de voltar. Foi quando o barranco pegou ele”, disse o colega José Roberto da Rocha, que estava com Edson no momento do incidente.
“Nós iniciamos o procedimento para liberar a parte do tórax dele pra ele voltar a respirar e utilizando outros materiais tiramos ele da terra. Com apoio do Samu tentamos ressuscitá-lo”, explicou o tenente Rafael de Aguiar, do Corpo de Bombeiros.
A área ficou isolada até a perícia concluir o trabalho. O laudo deve apontar as causas do soterramento, que será investigado pela Polícia Civil.
“Não é comum porque a gente faz todos os procedimentos, mas infelizmente o local é de aterro e teve o ocorrido e não teve como socorrê-lo a tempo”, disse Marcelo de Macedo, presidente da Daem.
Em nota, a prefeitura de Marília disse que lamenta profundamente a morte do funcionário, que foi admitido através de concurso público, quando se tornou servidor de carreira.

O texto reforça ainda que o funcionário, assim como os demais colegas, usavam equipamentos de proteção individual (EPIs).
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