Comemoração de formandos de medicina em PS lotado revolta pacientes em Marília

Ato é tradição no final do curso, mas foi visto como descaso pelos pacientes que aguardavam atendimento no Hospital Clínicas em Marília (SP).

Um vídeo que mostra a comemoração de formandos do curso de medicina no saguão do Pronto-socorro do Hospital das Clínicas de Marília (SP) está causando polêmica.

As imagens mostram os estudantes em uma roda, batendo palmas e gritando, enquanto pacientes aguardavam nas cadeiras e até em macas o atendimento. As imagens também mostram que o PS estava cheio no dia da comemoração, no último fim de semana. (Veja no vídeo abaixo)

O vídeo foi feito por acompanhantes que ficaram incomodados e revoltados com a situação. Segundo eles, a comemoração durou quase duas horas e demonstrou descaso com quem aguardava por atendimento no local. O HC é referência na região e atende 62 cidades.

“Os pacientes estavam no meio dessa festa e a gente recorreu, a gente pediu para que parecem, tinham pacientes com dor. Uma das senhoras que aparece nas imagens estava com hemorragia. Mas, não fizeram nada, não foi tomada nenhuma providência e isso durou quase duas horas. Acreditamos que foi um lugar inapropriado para isso e esse foi no nosso questionamento”, reclama Priscila Lopes, que acompanhava o avô no dia da comemoração.

Vídeo mostra que pacientes aguardavam em macas nos corredores durante a comemoração dos estudantes em Marília — Foto: TV TEM/Reprodução
Vídeo mostra que pacientes aguardavam em macas nos corredores durante a comemoração dos estudantes em Marília — Foto: TV TEM/Reprodução

A faculdade de medicina informou que a comemoração é uma tradição, assim que os estudantes concluem o curso eles sobem a rampa do Pronto-socorro e que quando isso acontece todos os setores do HC são informados.

O Hospital das Clínicas confirmou essa informação e disse que nenhum atendimento foi comprometido e a entrada no Pronto-socorro não ficou obstruída durante a comemoração.

A reportagem da TV TEM consultou também o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), que informou que poderá abrir uma sindicância para apurar se houve indícios de má conduta ética e profissional.

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