Estudo identifica que capivaras de lago de Ipaussu estavam infectadas com bactéria da febre maculosa

Pesquisadores da Unesp de Botucatu testaram 36 animais e prefeitura tenta retirá-los da cidade. Neste ano, duas crianças morreram com a doença.

Estudo identifica que capivaras de lago de Ipaussu estavam infectadas com bactéria da febre maculosa — Foto: Reprodução/TV TEM

Estudo identifica que capivaras de lago de Ipaussu estavam infectadas com bactéria da febre maculosa — Foto: Reprodução/TV TEM

Um estudo da Unesp de Botucatu (SP) identificou que as capivaras que vivem no lago de Ipaussu, cidade onde duas crianças morreram por febre maculosa, estavam infectadas com a bactéria responsável pela doença.

Os testes tiveram início em março deste ano. Pesquisadores veterinários colocaram microchips nos animais e fizeram exames de sangue para avaliar se as capivaras estavam com a doença transmitida pelo carrapato-estrela. Das cerca de 70 capivaras que vivem no lago, 36 foram testadas e foi comprovado de que elas já tiveram contato com a bactéria.

Após as mortes das crianças, a prefeitura da cidade buscou alternativas para remanejar as capivaras da cidade como prevenção à febre maculosa. Agora, o relatório do estudo foi enviado para a Secretaria Estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, para decidir o que será feito a respeito dos animais.

De acordo com a prefeitura, o remanejo das capivaras não é simples, pois são animais silvestres, protegidos por lei. Enquanto isso, o lago está parcialmente interditado e a recomendação é que as pessoas evitem circular pelo local.

Lago está parcialmente interditado por conta das capivaras em Ipaussu — Foto: Reprodução/TV TEM
Lago está parcialmente interditado por conta das capivaras em Ipaussu — Foto: Reprodução/TV TEM

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