[dropcap]A[/dropcap] Santa Casa de Ourinhos (SP) abriu uma sindicância para apurar uma denúncia de maus-tratos feita pela filha de uma paciente de 93 anos. A mulher chegou a registrar um boletim de ocorrência no último domingo (26) depois que encontrou a mãe com várias lesões no braço após passar um dia internada no hospital.
A aposentada Cezzira Pereira contou que foi amarrada na cama e depois sedada pelos funcionários. Em nota, o hospital informou que “está ciente do caso e que abriu investigação interna para apurar os fatos relatados pela paciente” e que “está tomando todas as medidas cabíveis”.
Márcia Pereira Ardito, de 60 anos, disse que não pôde acompanhar a mãe durante a internação, o que lhe causou estranheza, pois, por conta da idade avançada, a idosa tem o direito assegurado de entrar em hospitais com uma acompanhante, como está previsto no Art. 16 do Estatuto do Idoso:
Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, segundo o critério médico.
Segundo Márcia, o hospital informou que a mãe passaria por vários exames e que ela seria avisada quando pudesse retornar para vê-la. Quando voltou, viu que a mãe estava com curativos nos braços e, inicialmente, não quis contar o que havia acontecido.
“Ela me disse que não era nada. Acho que talvez estava com medo. Mas resolvi ver o que havia por baixo dos curativos e, então, fiquei chocada”, conta a filha.

Em seguida, dona Cezzira contou que, durante a madrugada, os funcionários fizeram uma confraternização e que teriam começado a brincar de maneira ofensiva com outros pacientes.
“Eu não gostei daquilo e falei para pararem. Uma das enfermeiras disse pra eu ficar quieta porque ‘não era da minha conta’. Foi então que disse que queria ir embora”, conta a idosa.
A aposentada conta que, depois disso, os funcionários a amarraram na cama com lençóis. “Eu resisti muito, mas eles me amarraram mesmo assim. Depois só lembro de dormir”, lembra.

Márcia, ao ouvir a história, foi conversar com os enfermeiros. “Me disseram que ela havia ficado muito nervosa, apenas”, conta.
A família decidiu então registrar um boletim de ocorrência contra o hospital e a aposentada passou por exame de corpo de delito. Agora o caso também deve ser investigado pela polícia.
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