Duas crianças, uma animação bem produzida, uma família tubarão e um ritmo chiclete entraram na lista das músicas mais ouvidas do mundo e alcançaram 2,3 bilhões de visualizações no YouTube.
Trata-se do sucesso infantil “Baby Shark”, gravado em 2016, mas que ganhou mais fama em janeiro deste ano.
Cantando para crianças desde 1994, Sandra Peres e Paulo Tatit, do Palavra Cantada, analisaram a música a convite do G1.
A fórmula deste pop chiclete mirim é simples:
- Repetição
- Brincadeira com sons
- Repetição de sílabas
- Ritmo de fácil memorização
- Dancinha engraçada
- Crianças fofas
É quase como qualquer outra música infantil, mas com números impressionantes: ela estreou na 32ª posição da Billboard Hot 100, entre os maiores hits do pop e do rap.Já foi adaptada mais de 100 vezes, para diversos estilos e idiomas (incluindo português); ganhou o desafio #babysharkchallenge; e conquistou – ou enlouqueceu – pessoas de todas as idades.
Por que ‘Baby shark’ é tão hipnótica?

“É meio irresistível ver criança se expressando. Tem essa coisa graciosa no jeito de falar, o jeito de dançar”, explica o músico. A dança inocente com os bracinhos ajuda a criar o fenômeno.
Ela não muda a melodia nem o ciclo rítmico, explicam os músicos. “Baby Shark” tem os mesmos acordes sempre: sol e lá menor.
A simplicidade alavanca o sucesso. A comunicação simples facilita a compreensão e a reprodução, colando de maneira natural na cabeça.
A incorporação dos personagens conforme a alteração de tonalidade da voz dá dinamismo e cria uma história. Isso torna a canção mais atrativa do que se cantada em um único tom.
E, claro, a repetição, rainha das músicas chicletes. “A criança aprende uma vez e só vai trocando os nomes. Acaba grudando”, avalia Sandra.
“Atirei o Pau no gato” já usava esses recursos. “Por que as crianças gostam? Não é porque vão matar os gatos, mas porque podem repetir as últimas sílabas e é um desafio”, explica Sandra.

Como criar um hit infantil?

Para criar uma música chiclete é preciso não pensar muito no fator grudento dela, garante o duo: “Nós não compomos pensando nisso, mas têm coisas que sabemos que funcionam”.
1,2, 3, 4… Reparou como rola esse tipo de progressão nos hits das crianças? “Como elas vão acertar a contagem, gera encantamento e expectativa”, diz Sandra. Jogos de palavras e rimas também funcionam.
“É legal sempre ter um elemento da fala que a criança e a família vão levar para a casa. Ela pode não lembrar nada da música, mas vai se lembrar desse pedacinho e levá-la como companhia.”
Além da letra, arranjos dinâmicos e instrumentos variados despertam a atenção. Misturar instrumentos mais “alegres” como pandeiros com a “tristeza” de violinos e oboés educam o ouvido da criança, dizem eles.
Aleksandro, da dupla com Conrado, morre em acidente de ônibus na Régis Bittencourt, no interior de SP; mais 5 morreram
Dupla sertaneja e equipe sofrem grave acidente de ônibus em rodovia no interior de SP; seis mortes já foram confirmadas
Banda Pedra Letícia faz show nesta quinta-feira em Assis
Rafa e Junior lançam hoje nas rádios de todo Brasil, ‘Não Decide Porque?’ com participação de Paraná