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Morto em incêndio no Fla, zagueiro faria 15 anos neste sábado

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Morto em incêndio no Fla, zagueiro faria 15 anos neste sábado

O zagueiro Arthur Vinícius, de 14 anos, foi a segunda pessoa identificada entre os dez mortos no incêndio ocorrido na madrugada desta sexta-feira, no CT de Vargem Grande, na zona oeste do Rio. Natural de Volta Redonda (RJ), o garoto completaria 15 anos neste sábado.

Arthur estava no alojamento que abrigava adolescentes que jogavam nos times de base do Flamengo. Ele era sobrinho do meia Andinho, que jogou pelo Volta Redonda, e no ano passado foi convocado para defender a seleção brasileira sub-15.

O defensor morava com a prima, tia e a mãe no bairro Volta Grande II, em Volta Redonda, sendo que a sua família se organizava para viajar ao Rio de Janeiro para celebrar seu aniversário com o menino neste sábado.

Antes do defensor, a primeira vítima identificada após o incêndio no CT foi o goleiro Christian Esmerio Candido, de 15 anos, que era considerado uma das grandes promessas do clube, tendo sido convocado algumas vezes para a seleção brasileira de base.

Após Arthur Vinícius e Christian, o atacante Vitor Isaías, também de 15 anos, se tornou a terceira vítima reconhecida entre os mortos desta tragédia. Catarinense nascido em Florianópolis, ele começou a se mostrar um artilheiro como jogador de futsal do Figueirense. No ano passado ele estava defendendo o Athlético-PR, antes de se transferir para o Flamengo em agosto.

Outra promessa rubro-negra, Vitor Isaías era empresariado por Sávio, ex-atacante do Flamengo, que foi revelado pelo clube como jogador na década de 1990. Por meio de uma nota oficial, a empresa do ex-jogador lamentou a tragédia e disse que já está prestando auxílio aos familiares do adolescente.

“A empresa Sávio Soccer vem através deste manifestar seu profundo pesar com a tragédia ocorrida na manhã desta sexta-feira (08), no Centro de Treinamento do Flamengo, onde acabou vitimando o nosso atleta Vitor Isaías (Vitinho), de 15 anos. Aproveitamos também para informar que a empresa está prestando todo o suporte necessário aos familiares no sentido de minimizar a dor causada por essa perda irreparável. Pedimos respeito e compreensão de todos neste momento de luto e nos solidarizamos com os demais familiares e amigos desses jovens atletas que lutavam para alcançar o sonho de ser um jogador de futebol profissional”, disse a empresa no comunicado desta quarta.

4ª VÍTIMA IDENTIFICADA É GAROTO SERGIPANO

Foi confirmada também a morte do atleta sergipano Áthila Paixão, de 14 anos, como a quarta vítima do incêndio desta sexta do alojamento do CT do Ninho do Urubu, em Vargem Grande. O ex-treinador do garoto, Arielson Bezerra, que estava com a família no momento em que a direção do Flamengo ligou, afirmou que os pais do jovem, Damião e Diana, viajarão no final da tarde para a capital carioca para reconhecer o corpo.

Áthila começou a treinar no Flamengo no ano passado, ao ser descoberto quando jogava na Copa Zico. Em abril de 2018, ele foi aprovado no Flamengo e, desde então, treinava e estudava no Ninho do Urubu. Segundo Arielson Bezerra, Áthila estava no povoado Brasília, onde residem seus pais, de férias, e retornou ao Rio no domingo.

Os primeiros toques de bola de Áthila foram dados na Escolinha Geração Futuro, de Arielson Menezes. O ex-técnico disse que Áthila era atacante, bom de bola e ia ter muito futuro no Flamengo. “Ele era torcedor do Flamengo e estava realizando um sonho”, disse o arrasado Arielson.

O incêndio no alojamento do Ninho do Urubu causou a morte de 10 pessoas, entre jogadores e funcionários. Os adolescentes tinham idade que variava de 14 a 16 anos. As causas do incêndio ainda estão sendo apuradas, mas se suspeita de um curto circuito em um ar-condicionado do local.

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Morre Gordon Banks, autor da maior defesa do futebol

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Agência Estado

O ex-goleiro é conhecido por ter feito aquela que é considerada a maior defesa da história do futebol.

Gordon Banks, campeão do mundo pela Inglaterra em 1966, morreu nesta terça-feira. O ex-goleiro é conhecido por ter feito aquela que é considerada a maior defesa da história do futebol, em lance protagonizado ao impedir um gol de cabeça de Pelé, na Copa de 1970. Sem especificar as causas da morte, o Stoke City, clube que defendeu entre 1967 a 1972, confirmou a informação: “Nós estamos devastados em perdê-lo, mas temos tantas boas memórias e não poderíamos ter mais orgulho dele.”

Banks estava com 81 anos. O goleiro foi titular em todos os jogos da única conquista de Copa do Mundo da Inglaterra, em 1966, o que incluiu a final contra a então Alemanha Ocidental, vencida por 4 a 2, na prorrogação. Já em 1970, a equipe não foi além das quartas de final, quando caiu para os alemães ocidentais – o jogo da defesa histórica no cabeceio de Pelé foi válido pela fase de grupos e terminou com vitória brasileira por 1 a 0, graças a um gol de Jairzinho.

No total, Banks disputou 73 jogos por sua seleção nacional, o que incluiu, também, a participação na Eurocopa de 1968. Um dos maiores nomes da história da sua posição ao lado de lendas como Yashin e Zoff, Banks foi eleito o melhor goleiro do ano em seis oportunidades pela Fifa.

Ele defendeu o Chetersfied, o Leicester e o Stoke na sua carreira na Inglaterra, tendo sido campeão da Copa da Liga Inglesa em duas oportunidades, em 1964 e 1972. Sua carreira, porém, foi atrapalhada por um acidente de carro em 1972, que lhe tirou a visão de um dos olhos. Fora do futebol inglês, teve passagens por Cleveland Stokers e Fort Lauderdale Strikers, ambos nos Estados Unidos, o Hellenic, na África do Sul, e o St Patrick’s Athletic, na Irlanda.

Em 2015, foi revelado que Banks realizava tratamento contra câncer renal. Apesar disso, a causa da sua morte não foi detalhada pelo Stoke. “É com grande tristeza que anunciamos que Gordon faleceu tranquilamente durante a noite”, afirmou o Stoke.

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Ar condicionado do CT do Flamengo tinha ‘gambiarra’, diz depoimento

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Agência Estado
Incêndio atingiu o CT Ninho do Urubu, alojamento do Flamengo (Foto: Reginaldo Pimenta/Raw Image/Folhapress)

Uma reportagem veiculada na noite deste domingo pelo programa Fantástico, da TV Globo, informou que um dos sobreviventes do incêndio que matou dez jogadores da base do Flamengo afirmou em seu depoimento aos investigadores da Polícia Civil que havia uma espécie de “gambiarra” em um dos aparelhos de ar-condicionado do alojamento em que viviam – seis contêineres transformados em dormitórios e que ficavam em uma parte do CT Ninho do Urubu que deveria ser um estacionamento.

Ainda na noite deste domingo, o jornal O Globo noticiou que uma análise preliminar constatou que as chamas tiveram início a partir de um curto-circuito no ar-condicionado do alojamento seis – ainda não há a certeza de que os aparelhos citados por Fantástico e pelo site são os mesmos.

De acordo com o sobrevivente da tragédia, o aparelho de ar-condicionado seria menor do que o buraco na parede. O espaço que sobrou teria sido preenchido com pedaços de madeira, plástico bolha e espuma. O programa procurou um especialista em segurança para comentar a reportagem.

Moacyr Duarte afirmou que isso pode ter contribuído para que o ar entrasse por frestas na parede e alimentasse as chamas. “Esse tipo de ar-condicionado tem a parte do condensador fora do ambiente, ele passa exatamente sobre o sanduíche do material isolante. Temos um acabamento padrão de alumínio, que tem característica de resistência de passagem de calor. Se não houvesse isso ou se tiver a possibilidade da chama gerada entrar em contato com o material que está dentro do sanduíche, o que vai acontecer é que vai estabelecer uma queima semelhante a um forno de carvão. Ou seja, uma queima com muito pouco ar”, contou

“À medida que vai tendo a evolução da linha de queima para cima, você vai puxando o ar pelas frestas. Isso vai alimentando aquela combustão lenta até que, quando chegar na extremidade da junção de placa, o próprio calor gerado começa a dilatar as frestas e o ar entra”, prosseguiu o especialista.

Nos contêineres onde os atletas do Flamengo viviam, as paredes eram feitas com duas chapas de metal e o espaço entre elas é preenchido com espuma de poliuretano, que, em tese, deveria funcionar como isolante térmico e cáustico. Em nota oficial enviada ao Estado na tarde deste domingo, 10, o clube carioca afirma que “os contêineres que incendiaram na sexta-feira no CT do clube não continham material que favorecesse a propagação de chamas”, já que o material usado entre as placas de metal das paredes do dormitório possuiriam “característica auto-extinguível”.

Contudo, ao entrar em contato com o fogo, o poliuretano provoca fumaça e libera gás cianeto, substância extremamente tóxica, que provoca asfixia química e morte em quem o inala. Os sobreviventes afirmaram aos investigadores que tiveram muita dificuldade para acordar e para despertar os outros atletas e sentiam-se como se estivesse desmaiados.

MONITORES

Outro problema apontado pelo programa foi que havia apenas um monitor de plantão para tomar conta dos 24 jovens que dormiam no local. O Conselho Nacional da Criança e do Adolescente prevê que é necessário um tutor para cada dez menores. Além disso, a legislação exige a presença de uma equipe noturna acordada e atenta a eventuais problemas.

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Jogador da base do Flamengo tranquiliza familiares em Tupã: ‘Eu estou bem’

Rafael Oliveira, de 13 anos, treina na categoria de base do clube carioca, mas dormia em uma casa mantida pelo Flamengo no momento do incidente. ‘Peguei meu celular, tinha um monte de mensagem perguntando como eu estava’, diz o jovem jogador.

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Do G1
Jogador de Tupã treina no Flamengo, mas não estava no alojamento que pegou fogo — Foto: Reprodução/TV TEM

Entre vários atletas que treinam na base do Flamengo estão dois jovens da região Centro-Oeste Paulista que não estão entre as vítimas do incêndio que destruiu parte do alojamento no Centro de Treinamento Ninho do Urubu. Dez jogadores, com idades entre 14 a 17 anos de várias regiões do país, morreram na madrugada de sexta-feira (8).

Rafael Oliveira, de 13 anos, é natural de Tupã e treina na categoria de base do clube carioca, mas dormia em uma casa mantida pelo Flamengo, fora do Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro.

“Peguei meu celular, tinha um monte de mensagem perguntando como eu estava. Minha mãe estava preocupada. Eu não estava no CT. Graças a Deus eu estou bem”, d.

CT do Flamengo, no Rio, foi incendiado — Foto: Reprodução/TV Globo

Ele não estava no alojamento, mas perdeu amigos no incêndio. “Eu estou muito triste pela tragédia no Ninho do Urubu envolvendo várias vítimas, incluindo meu amigo Bernardo. Eu falei com ele na quinta à noite, ele estava muito feliz porque ia fazer um treino no Maracanã. Imagina o sonho, mas a tragédia acabou com sonhos interrompidos”, lamenta.

O amigo de Rafael era o goleiro Bernardo Pisetta, de Santa Catarina. Ele já tinha atuado em outros times de futebol e equipes de futsal.

O jovem de Agudos Eduardo Cavalieri, de 13 anos, também é outro jogador da base do Flamengo que não estava no CT que pegou fogo. Ele morava no Rio de Janeiro com a mãe desde que começou a treinar no Flamengo. Amigos confirmaram que ele dormia na casa com a mãe e está bem.

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