O encanador José Diógenes de Andrade, de 47 anos, principal suspeito de agredir a marretadas Luziane de Jesus Silva, de 38 anos, e a filha, Mirella Silva, de nove anos, morreu após dar entrada na Unidade Pronto Atendimento (UPA) da Zona Noroeste, em Santos, no litoral paulista. Ele estava internado desde terça-feira (11) e não resistiu a complicações da diabetes.
Diógenes estava preso desde 3 de junho, um dia após agredir mãe e filha na casa em que a família morava, na Vila Ponte Nova, Área Continental de São Vicente. O ato teria sido causado por ciúmes do homem após uma publicação feita por Luziane nas redes sociais. Eles estavam separados.
Segundo a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SDPM), que administra a UPA, Diógenes, preso na carceragem do 5º Distrito Policial da cidade, deu entrada na unidade na última terça, com quadro de diabetes descompensada. Ele não reagiu ao tratamento e morreu.

O G1 apurou que Diógenes era diabético e, antes da agressão, havia tido um dedo amputado devido à doença. Após o crime, ele fugiu e foi agredido e torturado por populares, onde perdeu outros três dedos. No dia em que foi preso, ele precisou passar por atendimento médico, já que tinha ferimentos no pé e na cabeça.
O corpo do encanador foi encaminhado ao Serviço de Verificação de Óbito (SVO) do Hospital Guilherme Álvaro. O corpo foi necropsiado e liberado para os familiares. O caso foi registrado como morte suspeita e é investigado pelo 5º DP de Santos. O laudo emitido pelo Instituto Médico Legal (IML) será encaminhado para análise da autoridade policial.

O crime
Diógenes invadiu a casa em que morava com a família por volta das 6h de domingo (2). Ele foi até o quarto onde Luziane dormia e passou a agredi-la no rosto e cabeça com a marreta. Mirella dormia ao lado dela e também foi atingida. O segundo filho do casal, um adolescente de 13 anos, conseguiu correr e pedir ajuda aos vizinhos.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Polícia Militar foram acionadas e, em seguida, o encanador fugiu. As duas foram socorridas para o Hospital Municipal da cidade. Luziane foi submetida a uma cirurgia de emergência, já que teve fraturas no rosto, cabeça e afundamento do crânio.

Após o procedimento, Luziane permaneceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade em estado grave. Na última semana, foi transferida para o quarto. Ela continua internada e não há previsão de alta.
Já Mirella foi transferida para a UTI pediátrica do Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande. O G1 apurou que, após tratar os ferimentos, a criança reagiu bem às medicações e, na segunda-feira (10), recebeu alta. Ela está sob os cuidados da avó materna e dos tios, e junto do irmão.
Diógenes havia sido preso após investigadores da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) o localizarem escondido na casa de uma irmã, no bairro Esmeralda, em Praia Grande. Ele não resistiu à abordagem. Em depoimento à delegada Karla Cristina Martins Pereira, ele confessou que as agressões foram por ciúmes, e que acertou a filha ‘sem querer’.

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