A volta dos que não foram…

Depois de uma longa e tenebrosa Operação Lava Jato, parece que os ares pelos lados de Brasília, estão mais respiráveis. Atualmente, não há mais necessidade da utilização de máscaras faciais antipoluição. Pelo menos por enquanto, a corrupção aparenta estar sobre controle. Apenas um ou outro rato, aparece de vez em quando, mas logo é hipnotizado pelo Flautista de Hamelin, que os atrai levando-os a se atirarem no Lago Paranoá.

O Planalto Central está vivendo uma aparente e ilusória aurora boreal, graças a um batalhão de faxineiros. A faxina geral, mais os resultados das últimas eleições, abriram um novo horizonte nos céus de Brasília. O presidente Jair Messias Bolsonaro e todo o seu ministério aparentam estar comendo no mesmo prato. Embora às vezes um ou outro, se engasgue com as espinhas do disse me disse.

No país de origem tupiniquim, o partido oposicionista liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente “hospede vip” em Curitiba, parece que aderiu ao slogan dos hippies: Paz & Amor! Considerando o fato de que Fidel Castro, já fez a passagem de ida sem volta e Nicolás Maduro, vive entrincheirado combatendo a sua própria sombra.

O meu medo, e que diante do primeiro deslize do atual governo, eles voltem com força total como um cachorro da raça pit bull, quando escapa da coleira e sai em disparada disposto a atacar, o primeiro que encontrar pela frente. Diante deste aparente mar de rosas, costumo dormir com um olho aberto e o outro fechado. Ainda tenho pesadelos com os símbolos da foice e do martelo. Agora então, com a volta daqueles que não foram, tenho dormido pouco e tido sonhos horríveis.

Como este, em que ouvi a campainha tocar e ao abrir a porta, deparei-me com um nissei (filho de japonês) trajando uniforme da Lavanderia Sol Nascente, dizendo com sotaque: Konnichiwa (boa tarde)! Hiroshi veio entregar a “farda verde oliva”, deixada na lavanderia já algum tempo para lavar, engomar e passar.

Surpreso, respondi: Meu querido ”gafanhoto”, você anda exagerando no lámen, no sushi, no saquê, no sashimi e no shoyo. Sua agenda deve estar desatualizada a pelo menos uns cinquenta tons de cinza, digo, cinquenta anos. Mas ele insistiu: Este não é o Bairro Alvorada? Esta não é a Rua Brasília? O senhor não é João Batista de Oliveira Figueiredo San?…

Não! Meu caro oriental! Eu sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro no banco, sem parente importante e vindo do interior, como diria Belchior. Esta farda, provavelmente foi deixada na lavanderia do seu pai na década de 70. Portanto, o endereço de entrega é no Palácio da Alvorada, em Brasília. Desapontado e com ar de preocupado respondeu: Arigatou Gozaimasu! (obrigado)

Para consolá-lo, respondi em seu idioma: Sayonara (até logo)!Tenha uma boa tarde, faça uma boa viagem e não se esqueça de levar a maquininha de cartão de crédito.

                                                                                                              

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