E se existisse o VAR nas eleições!

© E se existisse o VAR nas eleições!

[dropcap]D[/dropcap]entre em breve, vai começar um filme de terror nos canais abertos da televisão: O horário reservado à propaganda eleitoral. Nele vai ser possível ver cenas dignas de verdadeiros atores e atrizes, interpretando personagens de um enredo novelesco, que poderia se chamar: Deus salve os brasileiros!…

Os partidos começaram a se movimentar e fazer conchavos com outros partidos, no sentido de escolher quem vai sair candidato. Um candidato que agrade a todos, ou pelo menos, que não desagrade a muitos. Com relação à escolha de um vice, não está sendo nada fácil. Ninguém parece estar disposto a ser o Plano B da história.     

Consultando a relação dos candidatos a serem ainda registrados, que disputarão a Presidência da República, confesso que tenho a sensação de ter em minhas mãos uma relação de procurados, como nos filmes do velho oeste americano. E com direito a recompensa, se os encontrá-los. É cada figura, que daria para montar um álbum de figurinhas, não de uma seleção de craques, mas de um time de políticos, denominados “Brasília Futebol Clube”.

O técnico Michel Temer escalou os seguintes políticos: Geraldo Alckmin, Ciro Gomes, Jair Bolsonaro, Álvaro Dias, João Amoêdo, José M. Eymael, Marina Silva, Guilherme Boulos, Henrique Meirelles, João Goulart Filho e Lula. Para reserva/suplente, Vera Lúcia, Cabo Daciolo, e Manuela D’Ávila.    

No caso de alguma situação polêmica, que envolva candidato desesperado, urna eletrônica infectada, eleitor apavorado, cabo eleitoral agitado, boca de urna desequilibrada e santinho com ares de pecador. Basta acionar o árbitro de vídeo (VAR), que ele vai interromper o pleito eleitoral, para analisar e em seguida, validar ou impugnar a denúncia apresentada.

Diante de alguns jogadores, digo candidatos:  Você compraria de Geraldo Alckmin, um carro usado?  Você convidaria Manuela D’Ávila, para o papel principal de uma novela?  Você aceitaria de Marina Silva, uma bijuteria artesanal de miçangas? Você faria sociedade com Ciro Gomes, na abertura de uma empresa?  Você convidaria Guilherme Boulos, para apresentar um stand-up? Você contrataria Jair Bolsonaro, como gestor de uma instituição patrimonial?  Você emprestaria dinheiro para Henrique Meirelles, sem nota promissória? Você avalizaria Luiz Inácio Lula da Silva, em um contrato de compra e venda?…

Se você ficou em dúvida, não fique preocupado. Realmente a safra de políticos não é das melhores.  Agora, não se esqueçam! O candidato eleito pela maioria dos votos vai fazer parte da nossa vida por quatro longos anos.  A diferença e que como no filme, ”O Pecado Mora ao Lado” (The Seven Year Itch) não vamos ter a companhia de Marilyn Monroe vestida de branco, embelezando o nosso dia a dia. Mas a presença de um político indesejável…

Não pense que estou sendo pessimista. Apenas realista. Se você é religioso, comece a orar. Se for ateu, procure seguir uma religião urgentemente. Independente do que possa acontecer, não adianta fazer panelaço. A solução é gritar bem alto: Parem o Brasil, que eu quero descer. Não agüento mais viver neste país tupiniquim…

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