Lendas, crendices e provérbios…

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Independente de serem lendas, crenças, superstições, provérbios, ditados a realidade é que tem muita gente adepta e seguidoras destes costumes, valorizando e dando crédito a todos eles, segundo elas, por se tratarem de uma sabedoria milenar.

Há superstições que ressaltam: Orelha quente ou vermelha, sinal de que estão falando da pessoa. Deixar o chinelo virado de bruços, pode atrair mau agouro. Coceira na palma da mão, sinal de dinheiro chegando. Quebrar um espelho trás sete anos de azar. Abrir o guarda-chuva dentro de casa atrai problemas familiares. Andar com um trevo de quatro folhas proporciona sorte. Colocar uma vassoura atrás da porta espanta visita indesejada. Passar embaixo de uma escada trás má sorte. Bater três vezes na madeira espanta o azar. Pedido feito a uma estrela cadente é sempre realizado.

Há provérbios que advertem: Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. À noite todos os gatos são pardos, Antes só do que mal acompanhado. Cão que ladra não morde. De médico e de louco, todo mundo tem um pouco. O homem comum fala, o homem sábio escuta, o homem ignorante discute. Gato escaldado tem medo até de água fria. O barato costuma sair caro. Para um bom entendedor, meia palavra basta. Onde há fumaça há fogo. A palavra é prata, o silêncio é ouro. Quando um burro fala, o outro abaixa a orelha. Quem diz o que quer, acaba ouvindo o que não quer.

Há lendas que propagam: Saci-Pererê (menino negro que possui uma perna só). Mula sem cabeça (que solta fogo pelo pescoço). Curupira (menino dos cabelos vermelhos com os pés virados para trás). Cuca (velha feia e malvada com cara de jacaré que rapta crianças desobedientes que não querem dormir). Boitatá (serpente de fogo que protege os animais e as matas). Lobisomem (homem que vira lobisomem em noite de lua cheia). Iara (sereia belíssima que atrai os pescadores com suas canções a fim de matá-los). Caipora (protetora dos animais e guardiã das florestas).

Enquanto os seguidores dessas literaturas, se assim as posso chamá-las, encontradas facilmente em almanaques de farmácia e revistas de horóscopos, sinceramente fica difícil acreditar ou desacreditar em alguma coisa. Tapam o sol com a peneira e acompanha diariamente pelos telejornais, uma série de barbaridades que nem os animais seriam capazes de praticarem. Esquecem que há inúmeros perigos em cada rua, esquina ou praça por onde andam. Não percebem que viver é uma arte e continuar vivo é uma proeza.

De que adiantam tantas crendices ou algo parecido, se as pessoas insistem em andarem despreocupadas e alheias a tudo que acontece a sua volta, achando que o acaso vai lhe livrar ou proteger do perigo. Somente as redes sociais por si só, já representam uma verdadeira armadilha. O relacionamento com as pessoas ficaram comprometidas em função do politicamente correto, ou seja, cuidado com o que você vê, comenta, fala e principalmente com o que escreve.

Diante de tantas frases prontas jogadas ao vento como se fosse chuva de papel picado, eu prefiro ficar com a imagem dos “Três Macacos Sábios” do provérbio japonês. Representados na imagem acima pelos macacos Mizaru (o que cobre os olhos), Kikazaru (o que tapa os ouvidos) e o Iwazaru (o que tapa a boca). Que significam: Não ouça o mal! Não fale o mal! Não veja o mal!…

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