[dropcap]E[/dropcap]stamos novamente em um ano eleitoral, e mais uma vez vamos ter que eleger o Presidente da República, o Governador, os Senadores e os Deputados Federais e Estaduais. A imponente urna eletrônica nos espera radiante. E a cada voto sacramentado, como um algoz na hora da execução, exclama: Qual o seu último desejo?…
De volta à realidade, vem aquela sensação de que mais uma vez, trocamos seis por meia dúzia. No tribunal da consciência, de um lado o “Anjinho do Bem” dizendo: Meu filho você não devia ter acreditado naquele candidato, que fez promessas que até Deus duvida. Você é daqueles que acreditam na história do Aladim e da lâmpada maravilhosa?… Já o “Anjinho do Mal” contradiz dizendo: Meu filho, todo candidato tem que prometer alguma coisa e fazer com que o eleitor acredite que o mundo é bom e a felicidade até existe. Você não sabia que de políticos e de pessoas bem intencionadas, o inferno está cheio?…
O ex-presidente Lula, que reinou absoluto por oito longos anos, jogou tanta sujeira para debaixo do tapete, que o aspirador de pó, não suportou a carga e explodiu. Até hoje, há uma nuvem de poeira radiativa, pairando sobre o céu de Brasília. Quanto ao tapete, devo informá-los que teve perda total. Com a chegada da Operação Lava Jato, a coisa desandou de tal forma, que tem político até hoje sem direção, igual a um cachorro quando cai do caminhão de mudanças.
Os noticiários trazem diariamente, a trágica situação de um ex-presidente condenado no processo do triplex de Guarujá (ainda há outros a serem julgados) prestes a ser preso, recorrendo de forma desesperada. Com a simples e única intenção de ter o direito de se candidatar novamente, se eleger e voltar ao poder, com toda sua corriola a tiracolo.
Sentado no sofá, se pego o controle e ligo a televisão, lá vem àquela voz: Devolva meu passaporte, companheiro!. No restaurante, se tem lula grelhado no cardápio, lá vem àquela voz: Não coma lula, companheiro!. Abro a torneira para lavar as mãos, lá vem àquela voz: Não lave as mãos como Pilatos, companheiro!. Andando pelas ruas, entre cartazes, faixas e megafones, lá vem àquela voz: É golpe, companheiro!. Saio dirigindo pela cidade, se ligo o rádio, lá vem àquela voz: Siga pela esquerda, companheiro!. Depois de um dia extenuante, deitado na cama, quase dormindo, lá vem àquela voz: Não durma de touca, companheiro!…
Os políticos, como qualquer outra pessoa, que tenha bom senso deveria saber à hora de encerrar o jogo e pendurar as chuteiras, de vestir o pijama e se aposentar, de pegar o boné e dar no pé. Será que vamos ter que conviver eternamente com estes políticos fantasma?… Com estes políticos que acham que tem licença para voltar a qualquer hora?… Com estes políticos que insistem em querer eternizar-se no poder, a custa do eleitor ingênuo, que muitas vezes trocam o seu voto por uma quentinha?…
A única coisa que eu tenho certeza, neste exato momento e que não existe salvador da pátria, capaz de refazer em tão pouco tempo, o estrago que fizeram por longos e longos anos. O que eu sei, é que no juízo final, vai haver muito choro e ranger de dentes. Que Santa Ursulina nos proteja!… Há! Por favor, digam Amém!…
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