O túnel do tempo…

Retornando no tempo, vamos recordar e reviver com saudades, aqueles tempos em que vivíamos com tranqüilidade o nosso dia a dia.

Época, em que o leiteiro deixava o litro de leite, que trazia em sua embalagem o desenho da vaquinha, em uma caixinha de madeira na porta da casa. E o padeiro, deixava o pão no mesmo local. Ninguém mexia e nem tão pouco alguém se atrevia a roubar. Hoje, somos roubados na rua, no portão de casa e até dentro da própria casa.

Época, em que brincávamos na calçada, subindo e descendo com o carrinho de rolimã. Empinávamos pipa, nos terrenos vazios do bairro. Jogávamos futebol no campinho improvisado, disputando quem sairia vencedor da pelada. Hoje, brincar na calçada é um perigo em todos os sentidos, considerando os buracos, as saliências, as pedras soltas e as lixeiras de lixo espalhadas ao longo das calçadas.

Época, em que ficávamos responsáveis pela lata de óleo vazia (18 litros) que servia para colocar o lixo caseiro e ser recolhida pelo lixeiro. Com um caminhão de carroceria, um lixeiro ia recolhendo as latas e atirando-as para o outro, que ficava dentro do caminhão. Despejado o lixo, era um corre-corre para resgatar a lata, que era deixada até três casas abaixo da sua. Hoje, com o lixo embalado em sacos plásticos, os cachorros fazem a festa deixando a calçada imunda, enquanto o lixeiro não passa.

Época, em que éramos escalados para cercar o padeiro, que passava no período da tarde, para comprarmos pão doce para o lanche da tarde. E do bucheiro, para comprarmos fígado de boi para ser feito no jantar. Para identificá-los, era preciso ficar atenta a sua buzina, que de longe era possível escutá-la. Hoje, não temos mais leiteiro, padeiro e nem tão pouco bucheiros circulando pelas ruas do bairro. Os supermercados se encarregaram de exterminá-los. Afinal eles vendem de tudo.

Época, em que freqüentávamos a escola de visual impecável, com a tarefa feita e a lição na ponta da língua. Os professores eram respeitados, pois sabíamos que eles representavam nossos pais no tocante à educação e no aprendizado. Hoje, com a calça rasgada no joelho, de boné e com o celular na mão, os alunos freqüentam a escola mais para namorar do que para estudar. O resultado são notas baixas, aluno batendo em professores e genéricos de terroristas, planejando e executando atentado às escolas.

Época, em que as famílias se reuniam na sala para assistirem televisão e juntas acompanharem as novelas, os noticiários, os programas humorísticos e o futebol.  A televisão era um momento de diversão coletiva. Hoje, as novelas são carregadas de erotismo, maus exemplos e perversidades. Os noticiários só sabem falar dos políticos e noticiarem tragédias. Os programas humorísticos, em função do politicamente correto, perderam a graça. O campo de futebol virou um palco de gladiadores.

Época, em que os pais levavam seus filhos todos os domingos na igreja, para participarem da missa das crianças. Era tradição sermos batizados, crismados e preparados para fazermos a primeira comunhão. Hoje, acredito que a apenas o batizado sobreviveu aos preceitos religiosos. Atualmente vai-se à igreja apenas para participar de cerimônias de casamento e missa de sétimo dia.

Época, da paquera e do namoro na praça da matriz, do pipoqueiro nas esquinas e do passeio de mãos dadas com a namorada, em torno da fonte luminosa com seus jatos d’água colorido. Hoje, não temos mais o pipoqueiro, a fonte luminosa foi desativada e a praça acabou abandonada e destruía pelos vândalos.

Vivemos em meio a uma guerra não declarada oficialmente. O mundo mudou, as pessoas mudaram, as tradições mudaram. Éramos felizes e não sabíamos!…

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