[dropcap]P[/dropcap]arecia ser um jogo fácil, digo um julgamento tranqüilo, onde não passava pela cabeça dos petistas sair derrotados. Na pior das opções, se acontece um empate técnico, a decisão iria para os pênaltis, digo para o voto de minerva. Pela diferença de apenas um voto a favor, deixaria o ex-presidente Lula, apto a participar como candidato oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) ao cargo de Presidente da República.
No inicio da votação, quando o relator do pedido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ministro Luís Roberto Barroso, votou pela retirada de Lula da disputa eleitoral, com base na lei da Ficha Limpa, pairou um suspense no ar. Em seguida, o ministro Edson Fachin, votou a favor em manter a candidatura de Lula. A torcida petista vibrou, achando que ainda estavam no jogo e que poderiam virar o placar.
Na seqüência, o ministro Jorge Mussi, Og Fernandes, Admar Gonzaga, Tarcísio Vieira e a Presidente do TSE, Rosa Weber acompanharam o relator votando também pela retirada de Lula, dizendo: Não tenho dúvidas, quanto à concretização das regras da lei da Ficha Limpa, que considera inelegível, políticos em condenação colegiada. Diante deste placar de 06 votos pela retirada e apenas 01 voto pela permanência, encerrou-se a secção.
Não sei por que, ainda tenho pesadelos com a derrota do Brasil pelo placar de 7×1 para a Alemanha! Tenho medo, de ter um presidente governando o Brasil, ao estilo de Donald Trump! Tenho pavor, daquela frase de um ex-presidente que dizia: Brasileiros e Brasileiras! De nunca mais terminar a campanha da Rede Globo: Que Brasil você quer para o futuro?…
De volta à realidade, a advogada de Lula, Maria Claudia Bucchianeri, ainda tentou de forma eloqüente argumentar que o TSE deveria seguir a recomendação dos Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) para permitir que o ex-presidente pudesse participar da disputar eleitoral. Como no filme “O Homem que Copiava”, eu diria: Cada um com seus problemas!… Se a ONU não dá conta nem de solucionar os conflitos de guerra entre as nações, porque razão quer se envolver em decisões políticas internas dos países.
Resta agora, aos advogados do Luiz Inácio Lula da Silva, recorrer da decisão. Mas como já foi dito, é bom também ir preparando a papelada, para efetivar Fernando Haddad como candidato e Manuela D’Ávila como vice na chapa petista. Desta vez, como não teve nenhum voto polêmico, nem precisou do árbitro de vídeo (VAR) e nem tão pouco do cavalinho que representa os times de futebol, dizendo: Siga o líder!…
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